Barça, dançando a Sardana: 6 a 1

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Foto: AFP

Ah, que delícia ver esse Barça em ação! E que pena não poder ter visto o Bayern, que, com dez jogadores, depois da expulsão de Badstuber durante todo o segundo tempo, meteu 4 a 0 no Olimpyacos, com mais de 70 por cento de posse de bola.

No Camp Nou, nem sei quais foram os números exatos. Só sei que foi um baile dos catalães sobre a Roma que resultou num placar exorbitante: 6 a 1.

Lembrou-me uma manhã de domingo distante diante da Catedral Gótica de Barcelona, quando as pessoas – velhos, jovens, crianças – chegavam-se ao átrio, diante do qual uma pequena orquestra composta por oboés, flautas, rabecas, celos e clarins tocava uma estranha melodia, lenta de início, de repente, se acelerava pra em seguida retornar ao ritmo inicial. As pessoas trocavam os sapatos por sapatilhas, davam-se as mãos, formavam círculos, e bailavam ao som que remontava ao início dos tempos num silêncio hipnótico. Era a Sardana, dança herdada da Sardenha e que remetia à Grécia Antiga.

É assim que se exibe o Barça, como se dançasse a Sardana no retângulo verde do Camp Nou. Começa lento, numa troca de bola desde seus zagueiros, vai envolvendo o adversário no meio de campo, e, de repente, acelera nos pés do trio mágico formado por Messi, Suárez e Neymar.

É aí que o céu vira inferno para o adversário. E os gols vão surgindo em cadeia, naturalmente: dois de Messi, dois de Suárez, um de Piqué, outro de Adriano. E Neymar, até aqui o artilheiro do time? Não só passou em branco como ainda perdeu um pênalti. Mas, atenção: esteve na origem de todos os gols de seu time e infernizou a defesa inimiga, numa partida, mais uma vez, extraordinária.

Só rezo para que os deuses do futebol não coloquem Barça e Bayern frente à frente, na próxima fase da Liga dos Campeões, deixando-os para a grande final do torneio os dois times mais encantadores e eficientes do planeta.

NA LINHA DO GOL

Os meninos do São Paulo repetiram no Morumbi o placar de 2 a 0 aplicado no Furacão em Curitiba e levantaram a Copa do Brasil Sub-20, com todos os méritos, pois poderia ter ampliado o resultado se Joanderson e Neres não tivessem desperdiçado três chances de ouro. Eis uma saída para o Tricolor com vistas ao próximo ano e diante dos embaraços financeiros do clube. Mas, quem tem peito de lançar a garotada nesse clube?

Por falar em São Paulo, sugiro que o amigo leia o blog  no site da Espn de Mauro Cezar Pereira, o mais lúcido dos cronistas desta geração, sobre os números que contrariam tudo o que se costuma dizer de Ganso por aí. O amigo, seguidor do rebanho dos clichês impostos pela maioria, irá se surpreender com o índice de aproveitamento de Ganso, seja na roubada de bolas, seja nos passes, que são sua maior virtude.

 

Um comentário

  1. Mauro Cezar Pereira, o mais lúcido dos cronistas desta geração? Eu acreditaria mais se me dissessem que Cristiano Ronaldo é o maior craque desta geração…

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