Doriva, a bola da vez do patético Tricolor

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O São Paulo, definitivamente, está cada vez mais patético.

Acaba de demitir o técnico Doriva, e, pela enésima vez, Milton Cruz assume a interinidade. Isso, num momento em que o São Paulo ainda tem chances de ganhar uma vaga para a Libertadores.

O amigo dirá: Doriva ou Milton Cruz, tanto faz. Aliás, Milton cumpriu campanha até melhor do que o badalado Don Osório, recentemente, segundo as estatísticas.

Aliás, essa é a cara do Tricolor desenhada por Juvenal Juvêncio, sonhando em eternizar-se, seguida à risca por Carlos Miguel, seu sucessor, e agora redesenhada pela turma do Juju de volta: uma permanente interinidade, à espera de que baixe aquele halo de luz sobre a cabeça do São Paulo  como as gravuras medievais do santo, substituindo a coroa de latão do Soberano.

A bem da verdade, Doriva estava na marca do pênalti desde que desembarcou no CT da Barra Funda, com esta ou aquela diretoria, isso era irrelevante.

Doriva é um belo rapaz, sensato, dedicado, respeitoso, de quem ninguém pode falar nada. A não ser que é um técnico ainda em formação e que não exala carisma como outros de sua geração.

Seus conceitos sobre o futebol são convencionais e o resultado em campo não foi o esperado, embora, por exemplo, o time não tenha jogado mal nas duas últimas partidas. Assim como perder para o Cruzeiro, no Mineirão, não chega a ser nenhum desastre. Ainda mais que o time jogou bem, apesar de a Raposa ter criado as mais agudas chances de gols, a maioria delas conjurada com classe e esperteza pelo goleiro Denis.

Mas, enfim, que venha a próxima vítima. Qual?

Fala-se em Muricy, Cuca e Falcão, que está fazendo trabalho profícuo no Sport, um dos concorrentes à vaga da Libertadores com o Tricolor.

Qualquer dos três me parece um nome adequado. Desde que possa chegar o mais breve possível ao Morumbi e participe do plano de reformulação inevitável a que deve se submeter o Tricolor. E que todos encarem o Paulistão como um simples campo de provas para o novo treinador, e não um objetivo mortal – se perder, tá fora.

Será?

7 comentários

  1. Venha quem vier para ocupar o lugar de treinador do São Paulo, virá abraçando um rojão.
    Um clube endividado, cheio de dirigentes ultrapassados que ainda pensam que o clube está a frente dos outros todos. Balela.
    Dirigir o tricolor paulista hoje é uma tremenda furada, tanto porque hoje é a quarta força do futebol paulista.

  2. Mais uma vez a caça as bruxas está de volta, como se demitir o treinador vai resolver todos os problemas do SPFC. Mas parece q esta atitude está mais pela pressão em respostas aos torcedores e a mídia do que o bom senso no respeito ao profissional e ser humano deposto. Isso mostra q o amadorismo começou a prevalecer, uma pena q não esperaram nem o fim da temporada. Ao menos a poeira teria abaixado um pouco mais, blindando o elenco de mais um motivo de preocupação.
    Desta maneira o q esperar deste clube?

  3. Sempre lúcido e sagaz, é você quem parece ter um halo de luz sobre tua cabeça quando escreve. Como corinthiano, só rio com a histeria tricolor. É impressionante como nosso título da libertadores desmontou a arrogância discursiva que parecia mover o (como é mesmo o adjetivo?) soberano. .. Sobrou disso o eco e o oco.

    1. O interessante é que seu comentário na~tem nada a ver com o que está sendo discutido. Bem típico de torcedor da gaviões. O que parece pelos comentários que vocês fazem é que o título que ganharam na Libertadores foi o único no mundo. Onde já se viu título de um apagar brilho na história do outro. Pense mais antes de escrever, ou vai continuar falando asneiras, sempre com ar de superioridade.

  4. Meu caro Alberto Helena, eu tenho acompanhado diariamente o programa Gazeta Esportiva (TV) e vejo seus comentários sempre coerentes, assim como os do jovem e bom Celso Cardoso. Como corintiano, não vou tecer comentários sobre a administração do são paulo por considerar anti-ético. Porém, demitir um técnico jovem, que fez um ótimo trabalho por onde passou; que é um prata da casa; é sério, trabalhador, não me parece correto. O time não está mal. Então, a mim parece que foi mais uma forma como se diz no jargão do futebol – Jogar para a torcida – essa demissão.

  5. Muricy, Falcão, Cuca, Guardiola, Luis Henrique ou o Papa Francisco. Sem ocorrer a reformulação tão sabiamente citada pelo Helena Jr, qualquer treinador vai ficar no comando do time por no máximo 10 ou 12 jogos, pois os bons resultados não surgirão. Prestem bem a atenção na forma do time jogar, é sempre a mesma desorganização, mesmo com treinadores com características totalmente diferentes. Será que estes treinadores que passaram pelo clube realmente não sabem montar e organizar um time para jogar? Na minha humilde opinião, além de reformulação na diretoria que pra mim é no máximo mediana, tem que fazer mudanças drásticas no elenco de jogadores, pois está visivelmente faltando comprometimento, devido talvez à presença incômoda de alguns atletas que recebem altos salários e não rendem mais o esperado, fazendo com que os demais se empenhem menos por não terem compensação financeira à altura.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *