A lógica segue no banco

(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

A lógica segue sentada no banco do Paulistão. Então tem cabimento você dividir os times em grupos e os dois classificados de cada um deles não ter disputado essa primazia com seus pares e sim com equipes de outras chaves? É como prestar concurso numa sala e seu trabalho ser cotejado com os de outra.

Por outro lado, há um pequeno avanço na conceituação do campeonato estadual para o próximo ano: servir como ponto de partida para a redução de clubes da Série A de vinte para dezesseis, embora esse seja um remendo que não altera muito a essência da coisa – ou seja, o tempo ainda longo demais para uma disputa fadada à extinção, mais cedo ou mais tarde.

Esse, porém, é um problema que está interligado com o próprio calendário nacional, aquele que oferece três meses ou mais aos campeonatos estaduais por esse Brasil afora.

Seria necessário, isso, sim, aumentar o número de datas do Brasileirão para que coubessem racionalmente as destinadas às demais competições (Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana) e à Seleção Brasileira (Eliminatórias, amistosos, Copa América, Olimpíadas e Copa do Mundo).

Dessa forma, o ideal seria um torneio estadual relâmpago, com os clubes divididos em chaves, jogando entre si, e apenas os campeões de cada chave disputariam o quadrangular final. Curto, fino e altamente emocionante, portanto, rentável.

Ah, e os pequenos? Ora, os pequenos precisam mesmo é de uma atividade mais lucrativa durante o ano todo e não apenas aqueles poucos apaniguados com o direito de jogar contra os grandes, como se futebol profissional fosse filantropia.

Precisam de um calendário que os divida em quantas séries forem necessárias, jogando dentro de suas possibilidades e em condições de ascender de acordo com a competência de cada um.

 

 

6 comentários

  1. Alberto
    Sinto discordar, pelo menos parcialmente, de você.
    Acho que o que deve diminuir é o Brasileirão, que tem muitas datas (38). Com 2 grupos de 10 clubes e um quadrangular decisivo (pouco mais de 20 datas, só nos finais de semana), tava resolvido.
    Aí sobrariam datas para os estaduais serem disputados cabendo num semestre (4 meses), o Nacional no outro (5 meses), mais 3 meses para férias, pré-temporada e seleção. Nos estados, os clubes não incluídos no Nacional, disputariam uma Copa, com vaga na Série C do ano seguinte.
    Fazer um estadual-relâmpago é continuar acabando com o futebol do Interior de SP, Estado que é um mini-país, com 42 milhões de habitantes e poderia ter um campeonato disputado ao longo do ano, sem depender do Nacional.!

    1. A questão, Olavo, é que o Estado de São Paulo tem uma realidade distinta das maioria dos demais. Talvez só o RJ possa rivalizar, e por baixo! Ou seja, não é justo sacrificar o país todo para salvar apenas dois estaduais. O futebol evoluiu e encareceu. Infelizmente os tempos onde os estaduais eram rentáveis se foram. A própria imprensa esportiva (com raras exceções) é a favor da sua extinção e, constantemente desvaloriza-o. Quem deve organizar os campeonatos são os clubes e não as federações. Um abraço!

      1. Caro Cleber (por coincidência, tb sou torcedor do Santos):
        Concordo que poucos estaduais rivalizam com SP.
        Como solução, enquanto SP disputaria um estadual forte, colocado dentro de um semestre, os demais estados poderiam disputar, junto com os estaduais, torneios regionais, como a Rio-Sul-Minas, Copa do Nordeste, Copa Centro-Oeste etc, ocupando os principais clubes de cada estado.
        O futebol evoluiu, sim, Cleber, e encareceu, não só para eles, mas também para os clubes do interior de SP, que, como disse acima, tem um público maior que o da maioria dos países do mundo: Gde SP: 20 mi e Interior SP: 22 mi habitantes. É justo sacrificar os clubes do interior/SP em detrimento dos clubes de estados pouco desenvolvidos? Acabar com o Paulistão é nivelar por baixo, não acha? Eles que se desenvolvam, como o futebol do mundo todo.
        A imprensa esportiva de São Paulo (Capital) é a favor da extinção do Paulistão, mas a do restante do Estado não. O problema é que a da Capital pesa muito mais.
        Também concordo que os clubes organizem o Nacional (Liga), mas os estaduais podem continuar sendo organizados pelas federações (mediante Conselhos Arbitrais, que funcionam como ligas).
        Forte abraço santista.

        1. Em complemento, ainda, Cleber, o Paulistão rende mais para os 4 grandes que o título de campeão da Libertadores. É rentável, sim, e muito.
          Outro abraço.

          1. Eu tenho outra ideia para o calendário, Brasileirão A e B com 30 datas (16 times) e Copa do Brasil de Fevereiro a Novembro, Libertadores e Sul-Americana junto na mesma Semana (como na Europa) de preferencia entre Fevereiro a Outubro, Campeonatos Estaduais nos moldes dos atuais, disputados entre Fevereiro a Setembro.
            Dobraria o tamanho da Serie C dividindo em 4 grupo usando o formato atual, para absorver a diminuição das Series A e B o que aumentaria o que aumentaria em apenas 2 data o tamanho do campeonato (já que o mata mata começaria nas oitava e não nas quarta de final como hoje)
            A Serie D dobraria o tamanho, mas manteria o formato atual também e o mesmo numero de jogos

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