
Marin, finalmente, será liberado pela justiça suíça para cumprir pena nos EUA. Tudo indica que está fazendo um acordo com a justiça americana para pagar por seus crimes em casa, um amplo apartamento na Trump Tower, no centro de Manhattan, onde o preço do metro quadrado é o mais caro do mundo. Além disso, pagaria de fiança cerca de 10 milhões de dólares.
E pensar que foram apenas sete meses como governador interino de São Paulo, substituindo a Maluf, em plena ditadura militar, período em que não havia corrupção, segundo os recentes passeantes da avenida Paulista.
A propósito, só outro dia ouvi, na Jovem Pan, o discurso de Wadih Helou, trágico ex-presidente do Corinthians, e o aparte de Marin, na Assembleia Legislativa, que levaram Vlado Herzog aos porões da ditadura, onde foi torturado, assassinado e vítima da mais desaforada farsa montada com aquela foto que sugeria suicídio.
É de causar engulhos.
Isso foi há quarenta anos, mas parece ter sido ontem, quando meu querido amigo Fernando Faro, o Baixinho, me ligou pedindo o telefone do dono do Jornal da Tarde, Ruy Mesquita. Faro era, à época, diretor geral da TV Cultura e queria a intercessão de Ruy Mesquita para salvar a pele de alguns jornalistas presos naquele dia. Dentre eles, Vlado, diretor de jornalismo da Cultura, Rodolfo Konder, que mais tarde seria meu companheiro na Gazeta, e Marco Antônio Rocha, colunista econômico do JT.
Konder e Marquito escaparam a tempo, Vlado, não.
Marin até pode cumprir sua pena em seu confortável apartamento em Manhattan. Mas, ficará encarcerado para sempre na memória dos homens de bem deste país.
Nesta mesma edição,a Gazeta publicou que Marin teria que pagar fiança de 10 milhões de dólares (cerca de R$ 40 milhões) em uma negociação que colocaria em jogo seu apartamento na Trump Tower, na famosa Quinta Avenida, avaliado em cerca de R$ 8 milhões. Não importa que as informações quanto a valores estejam confusas,pois a dinheirama é absurdamente vergonhosa.Afinal,o Leão do IRPF .parece ser bravo e intolerante somente com os assalariados brasileiros,pois os CPF’s como os de Marin e tantos outros da política e do futebol são pouco vigiados e perseguidos por este animalzinho intransigente com o povão trabalhador.
Insinuar que os milhares de manifestantes da Paulista apoiavam a ditadura porque haviam lá alguns malucos que a apoiavam é muita desonestidade!
Então posso inferir do seu segundo parágrafo que a corrupção de 40 anos atrás justifica a corrupção de hoje. É de causar engulhos.
Inferiu mal, meu amigo. Nem disse que os “milhões” de passeantes da Paulista apoiavam a ditadura, nem disse que a corrupção passada justifica a atual. Disse “recentes passantes”, sem enumerá-los, nem todos, nem poucos, muitos ou alguns.Se foram poucos ainda é muito. E a corrupção é detestável em qualquer época.
Abraços