Bem que o Bayern tentava ultrapassar as barreiras bem montadas pelo Wolfsburg, em pleno estádio de Munique. Em vão. E ainda por cima foi para o intervalo com 1 a 0 no cangote e agradecendo à Valquíria enviada por Odin para desviar aquela bola lançada do meio de campo, na saída intempestiva e infeliz de Neuer.
Acredite se quiser, mas aqui na minha poltrona ficava matutando se não seria o caso de o Bayern voltar para o segundo tempo com Lewandowski no comando do ataque, saindo Bernat, até então lateral-esquerdo, com a passagem de Alaba para sua real posição e o recuo de Xabi Alonso para a zaga, ao lado de Boateng.
Guardiola preferiu ir mais longe: sacou Tiago Alcântara e Bernat, introduzindo Javi Martyinez e Lewandowski.
Eis que se deu a mágica: o polonês, em nove minutos, meteu cinco gols. Isso mesmo: una palmita, como dizem os espanhóis. O último, então uma beleza de chicotada de direita, em passa de Götze. Feito que desconheço tenha sido perpetrado por algum outro jogador na Alemanha, em jogo de Primeira Divisão.
E olhe que ainda teve duas outras chances de ouro para chegar ao implausível e cabalístico número 7. Na primeira, por sinal, o beque salvou em cima da risca, goleiro Benaglio batido. Na segunda, Dante cortou.
Um prodígio.