Os dois líderes, aqueles que se alternaram na ponta da tabela do Brasileirão – Timão e Galo -, caíram fora da Copa do Brasil muito antes do esperado.
Talvez, inconscientemente ou não, eles preferissem isso mesmo, para assestar todas as suas baterias no Brasileirão, sem desvios de atenção. Afinal, o título nacional vale mais do que o da Copa do Brasil, no imaginário do futebol, aqui e no resto do mundo.
Mas, será que uma queda dessas não deixará sequelas no Brasileirão?
No caso do Corinthians, perder para um rival doméstico, sobretudo nas condições em que ocorreram essas duas derrotas para o Santos, sempre tem um sabor mais amargo.
O Timão, porém, passa a sensação de que não perde o prumo depois de derrotas como essa. Foi assim após o vexame diante do Guarani paraguaio, na Libertadores, por exemplo. Não pratica um futebol dos sonhos, é verdade. Não o fez nem nos seus melhores momentos nesta temporada. Contudo, joga uma bola eficiente, coordenada, firme na defesa, o que, geralmente, confere a times desse estilo maior regularidade, elemento essencial numa competição de tiro longo como o Brasileirão.
Já o Galo, que nos ofereceu muitos dos melhores momentos do campeonato, parece estar mais propenso a entrar em entropia. Além de ter caído na Copa do Brasil diante de um adversário tecnicamente inferior – o Figueira -, trepida no Brasileirão. Isso, sem falar das perdas significativas sofridas no elenco, como as saídas de Maicosuel e Guilherme.
Tudo indica que o Galo deverá ter mais dificuldades em se recuperar no Brasileirão do que o Corinthians.
Mas, sacumé: como dizia o político mineiro, você olha pra formação das nuvens no céu e vê uma galinha; olha de novo, e é um cachorro. No Brasileirão não é diferente.