Desta vez, Don Osorio escalou um time mais de acordo com o figurino que ele quer ver seu São Paulo vestindo: dois zagueiros (Rodrigo Caio e Luís Eduardo) velozes e de passe mais exato; dois volantes ágeis, leves e mais ofensivos (Tiago Mendes e Michel Bastos); dois laterais de ofício (Bruno e Reinaldo); Ganso, na armação, e, mais à frente, Wilder e Pato. Carlinhos, na ponta-direita foi o único experimento, que já havia dado sinais positivos no jogo anterior.
E foi justamente Carlinhos quem abriu o caminho para a vitória tricolor diante do Ceará, por 3 a 0, e, consequentemente, seguir em frente na Copa do Brasil, ao sofrer pênalti, aos 44 minutos de jogo, que Rogério Ceni converteu.
É verdade que três minutos antes o Ceará ficara com um jogador a menos, fruto da expulsão de Wellington. E isso, claro, facilitou a tarefa do Tricolor, que logo aos 10 minutos do segundo tempo, ampliou para 2 a 0, com um disparo rasteiro e fatal de Tiago Mendes de fora da área.
E aqui Don Osorio vestiu a camisa amarela de carnavais passados e logo trocou o atacante Wilder, inútil até então, é verdade, por mais um volante – Hudson.
No ato, Fabinho, que já havia perdido gol feito diante de Rogério Ceni no início da partida, de falta, manda a bola no travessão.
Mas, apesar de o Ceará levantar a crista por um certo momento, o São Paulo seguiu controlando a partida, embora um tanto nervosamente, até que Pato pingasse um ponto final na agonia, ao aproveitar de primeira cruzamento de Bruno da direita, aos 30 minutos.
Vitória providencial, não apenas para manter o Tricolor vivo na Copa do Brasil como para injetar uma dose extra de autoconfiança ao time na luta por posição mais digna no Brasileirão.
E, quem sabe, um ponto mais de reflexão do que de inflexão para Don Osorio seguir adiante em busca de seus ideais, que, se transformados em realidade, serão muito bem-vindos para todos nós.