
Foi uma noite nostálgica para os tricolores. Enquanto o time se embaralhava todo em campo com seus três zagueiros, exumados de um passado distante, a torcida, nas arquibancadas, clamava por Lugano. Tudo muito velho, muito antigo. E confuso.
Sim, porque o São Paulo já entrou em campo numa escalação esdrúxula, com esses três zagueiros, e sem um único e escasso atacante de fato no banco sequer. E, bola rolando, logo o Goiás, quem diria!, em pleno Morumbi, deu dois ataques mortíferos, desmontando o trio de zagueiros num piparote. Sorte do São Paulo que Murilo errou as duas. Mas, azar, porque na segunda, Breno se machucou e saiu de campo, cedendo seu lugar para Toloi. Isto é: tudo continuou como antes.
Resultado, o time era uma mixórdia, diante de uma equipe modesta, mas bem organizada, que, a todo instante chegava na cara de Renan Ribeiro, o substituto de Rogério. Numa delas, em trama rápida, dois contra três, Bruno toca contra suas redes. Mais adiante, pouco antes do fim do primeiro tempo, o veloz e hábil Erik faz o segundo gol goiano, com a zagueirada batendo cabeça na área tricolor.
No intervalo, Ganso substitui um dos tantos beques, e o São Paulo até parece que vai reagir. Que nada!
Aos 32, Erik, novamente amplia para 3 a 0, que deveriam ter sido, no mínimo, 4 a 0, pois Renan Ribeiro fez pênalti em Bruno Henrique, claríssimo, nas fuças do juiz, que fez cara de paisagem e engoliu o apito como se fosse uma gota d’água.
Bem, não foi por falta de aviso, hein, Don Osório?
A consolação é saber que seu técnico e o elenco têm bala pra sair dessa.
Só um tonto para não perceber que é só jogar a bola por cima da zaga que o centroavante fica na frente do goleiro. Considerando que a zaga do SPFC não ganha de ninguém numa corrida. Será que o técnico não percebe que os outros treinadores do Brasil não são bobos.