Massacre argentino

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O placar foi estrondoso: 6 a 1 para a Argentina, que vai à final da Copa América, diante do Chile, os dois times que praticaram o futebol mais agradável de se ver ao longo do torneio. Mas, a postura do Paraguai merece aplausos, mesmo levando esse caminhão de gols.

Não se retrancou, como historicamente o fazia, não deu pontapés, e teve surtos em que os argentinos ficaram com a pulguinha atrás da orelha, especialmente naquele final do primeiro tempo, quando, perdendo por 2 a 0 e já tendo de substituir dois de seus titulares por lesões, o Paraguai se atirou ao ataque, fez seu gol, com Lucas Barrios, e Bobadilla desperdiçou chance incrível para empatar.

Mas, logo no comecinho do segundo tempo, a Argentina disparou no placar, com dois gols de Di Maria, em sete minutos de bola rolando.

E, mesmo com 4 a 1 no lombo, os paraguaios não apelaram, nem para a retranca, nem para a pancadaria habitual nesses casos, o que permitiu à Argentina desfilar seu futebol de primeira, do meio campo pra frente, com Messi e Di Maria, sobretudo, armando as jogadas de ataque e destruindo a defesa guarani, até Aguero e Higuaín, que entrara em seu lugar, definir a goleada, aos 35 e 37.

E Messi? Mesmo longe daquele gênio imparável do Barça, esteve no centro de pelo menos três dos seis gols de seu time, e quase faz um ao seu estilo peculiar, varando toda a defesa inimiga.

Quer dizer, então, que a Argentina já pode envergar a faixa de campeão da América?

Muita calma nessa hora, minha gente. Pois, se é um timaço do meio de campo pra frente, a sua zaga é periclitante. Com exceção de Zabaletta, os demais componentes da linha defensiva da Argentina não fazem jus a um Ramos Delgado, um Passarela, um Perfumo, um Sorín, na lateral-esquerda, essa turma que, em várias épocas, marcou a categoria defensiva dessa Seleção de tantas conquistas.

 

3 comentários

  1. Essa goleada bem que poderia ter sido na seleção brasileira, só assim derrubaria de vez a empáfia dos setores da mídia e da casta da CBF que continuam tentando iludir-nos que não existe crise técnica nem administrativa no futebol brasileiro.

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