Chile, pra nossa vergonha

AFP
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Confesso que me subiu um rubor à face ao ver o jogo entre Chile e Peru. Vergonha, pela lembrança inevitável da vexaminosa campanha do Brasil na Copa América.

Foi um jogo ao mesmo tempo agradável e emocionante de se ver, com o Chile, tecnicamente superior, e o Peru aguerrido, buscando o gol mesmo com um a menos a maior parte do tempo, por causa da expulsão de Zambrano, aos 20 minutos da primeira etapa.

Já o Chile foi aquele que tem sido há bom tempo: toque de bola envolvente, com alguns jogadores de alta categoria, como Alexis Sanchez, Valdívia e Vidal.

Como os chilenos valorizam demais o passe, buscam levá-lo até dentro do gol adversário, meio ao estilo do Barça. E isso reduz a possibilidade de emplacar goleadas históricas, compatíveis com a qualidade do jogo apresentado.

Eis por que o gol de abertura só saiu um pouco depois da expulsão de Zambrano, com Eduardo Vargas, colhendo rebote no poste de bola alçada por Sanchez, que espertamente Aránguiz deixou passar. E seguiu nesse trote no segundo tempo, mesmo depois de levar o empate, com aquele gol contra de Medel, em cruzamento de Advíncula, na esteira de rápido contragolpe.

E, três minutos depois, o mesmo Vargas estabeleceria o placar final, com um golaço de fora da área.

Mas, o Peru não plantou uma retranca como a que o Brasil fez contra a Venezuela, muito menos o Chile, que seguiu tentando o terceiro gol, que quase saiu naquele remate final de Vidal, cara a cara com o goleiro.

Resta, agora, saber quem estará disputando a taça, na final, com o Chile, se Argentina, a favorita, ou Paraguai.

Mas, cá entre nós, qualquer que seja o adversário, pelo futebol que mostrou até agora, os chilenos merecem levar a taça.

5 comentários

  1. Helena voce deveria comentar a ajuda da arbitragem em todos os jogos a favor do Chile,isto sim uma vergonha! Quanto ao time do anão ,não poderiamos ganhar alguma coisa com este desentrosado e mal treinado esquadrão de trombadões. Falta treinadores de base que sejam remunerados adequadamente para sair deste buraco técnico em que estes boleiros metidos a treinadores meteram o futebol brasileiro. è preciso tambem mexer na lei Pelé , numero 9615 para que os clubes tenham um minimo de tempo e condições de montar seus times e depois negociar se for o caso ,não adianta se organizar e a cada jogo vem um grande do exteror e leva um jogador que esta se destacando.

  2. sempre que o brasil sai fora pela sua imcompetencia propia, e por culpade treinadores arcaicos e ultrapasados, e pélas negociatas escuras da cbf e empresarios(mercenarios) sem escrupulos, vcs botam a culpa em qualquer coisa, juiz que robou etc. etc. etc. foi sempre assim, com a argentina, ururguay etc, mas nunca pela propia imcompetencia, desta vez não sería diferente. passar bem.

  3. Concordo com o comentário do janio. Embora são suspeitas, mas porque os cruzamentos na tabela da Copa America não colocaram o Chile enfrentando nenhuma seleção de tradição. A expulsão do Zambrando foi justa? Concordo também sobre a lei pelé, alias lei vinda do pelé não poderíamos esperar muita coisa. Gostei do blog e gostei do artigo também. Com relação ao futebol brasileiro, o Brasil perde as competições por falta de trabalho.

  4. No assunto do post, eu achei que só eu tinha reparado uma força extra para o Chile – sempre em momentos decisivos. Quando o jogo poderia ser mais complicado vem aquela mão para deixá-lo mais fácil. A suspensão do Neymar foi demasiado rigorosa e controversa, e não duvido que o Messi receba outro cartão amarelo, hoje. Parece que esta Copa América já tem dono.

    Concordo com o Jânio! É necessário algum mecanismo de promover ascensão de treinadores novos e romper com esse rodízio em torno de um clubinho de treinadores restrito. Não que seja a solução para os problemas de rendimento dos times principais (até a Argentina que chegou na final da última copa está devendo) mas pelo menos trazer ideias novas. Seria bom se fosse possível pelo menos diminuir essa “farra do boi” que empresários e jogadores iludidos por eles fazem dos clubes que os revelam. Por conta disso, o campeonato nacional ficou esvaziado, uma coisa porca e difícil de se ver. Parei de acompanhar os jogos horrorosos do Campeonato Brasileiro e creio que muita gente já fez o mesmo.

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