Tite, um passo à frente.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Djalma Vassão/Gazeta Press

Pelo que ouvi no rádio hoje, parece que Tite, finalmente, vai colocar em prática o que o seu ano sabático deveria ter-lhe ensinado. Ou seja: armar o Timão com apenas um volante de raiz, dois meias e três atacantes – o menino Marciel, canhoto, ágil e hábil, que não se limita apenas a marcar, Renato Augusto, típico meia-armador, mais combativo do que Jadson, seu outro parceiro de meio de campo. No ataque, Malcom, Love e Luciano.

No papel, um time altamente ofensivo, dentro do mais moderno figurino, pra não dizer eterno. Falo das características dos jogadores, não de suas eventuais qualidades técnicas.  E, se os três atacantes, sobretudo Malcom e Luciano, derem uma mãozinha no combate, quando a bola cair nos pés do adversário, então o pavor de um time vulnerável, exposto demais, que percorre a espinha dos  pragmáticos de plantão, será espantado num piparote.

Mas, atenção, numa formação desse tipo, é fundamental exorcizar da alma do time o demônio do contragolpe. Como? Compactando a equipe, com sua linha defesa atuando mais avançada, e combatendo o contragolpe lá na frente, na saída de bola do adversário.

Contudo, pra que isso tudo funcione, é preciso muito treino e uma sequência de jogos suficientes pra que a turma incorpore o espírito do esquema e ganhe fluência nas combinações de jogadas. E, sobretudo, que o treinador tenha plena convicção do que está fazendo, e não espiando a coisa como uma mera experiência a mais no processo de transformação do time, daquelas descartáveis ao primeiro insucesso.

É o que fez até agora Levir Culpi, único treinador brasileiro a abrir mão dos tais dois volantes, escalando o meia Dátolo na função de armador, não de segundo volante, como o pessoal está acostumado a dizer por aí.

E os resultados têm sido positivos, apesar do último tropeço do Galo, que isso é do jogo.

Afinal, como diz o poeta popular e ex-ministro da Cultura, a perfeição é uma meta defendida pelo goleiro (da Seleção). Ou como gostaria o goleiro do time dos metalúrgicos, Lula, é preciso sempre uma nova utopia.

Um comentário

  1. Finalmente Tite optou pelo simples omelete,mas tenho a sensação de que os ovos não
    são de galinha caipira.Afinal,o futebol é pureza e simplicidade,mas demanda o mínimo de talento,e parece que o trio atacante está mais para ataque de risos.
    Como corinthiano gostaria de estar errado,mas como crítico acertarei no alvo.

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