A mesma e velha história pampeira

AFP
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O velho pampeiro, de guaco, sorvendo o chimarrão à beira do fogo que lambe o assado, conta a mesma e velha história: a Argentina rondando a área uruguaia, e o Uruguai apenas a defendendo com ardor.

Foi o que se viu no primeiro clássico sul-americano da Copa América durante praticamente o jogo todo. Pelo menos, até o gol de Aguero, que, em bola cruzada na área, entrou feito um bólide de cabeça, já no segundo tempo e marcou o único gol da partida.

Só então o Uruguai decidiu sair da toca. E nisso recebeu providencial auxílio do técnico argentino Tata Martino, que resolveu colocar um terceiro volante de contenção, Banega, juntando-se a Mascherano e Biglia, o que levou seu time a ficar acuado na zona do sufoco. Foi quando o Uruguai criou suas duas grandes chances para empatar – a segunda, então, com Roland, inacreditável.

Explica-se facilmente porque esse treinador passou como um raio pelo Barça. Não entendeu nada do que acontece por lá e no mundo atual do futebol. E não surpreende a gozação de que foi vítima de Messi e Di Maria na volta para o segundo tempo do jogo com o Paraguai, colhida pelas câmeras de tv.

E Messi?, me perguntará o amigo que passou o jogo cuidando de coisas mais importantes.

Bem, como direi, foi assim, assim, talvez um pouco menos do que assim, assim, para o nível estratosférico desse gênio da bola. Tentou duas, três arrancadas com a bola colada a seus pés, mas a bichinha logo se descolou e sua performance ficou a léguas de distância do habitual.

Quanto ao Uruguai, é o de sempre: muita volúpia na marcação, pouca inspiração na armação e praticamente nenhum poder de fogo, todo ele concentrado em Cavani, um atacante, a meu ver, superestimado, forte, veloz e de técnica reduzida.

De qualquer forma, ambos devem se classificar para a próxima fase, pois são tantas as chances que o regulamento permite…

 

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