
– E que jogo! – exclamaria ao microfone o meu querido Osmar Santos, se os deuses não tivessem sido tão cruéis com ele e conosco.
Justamente um jogo pelo qual ninguém daria um tostão. Afinal, o que esperar de uma Bolívia, que cumprira pífia exibição diante do México, e Equador, que estreara perdendo para o Chile, por 2 a 0, sem demonstrar nenhum poder de reação?
Pois, foi uma partida lancinante essa vitória da Bolívia sobre o Equador, por 3 a 2. Basta dizer que a Bolívia disparou no placar, no primeiro tempo: 3 a 0, com todos os méritos. E o Equador, movido pelo orgulho, e, sobretudo, o forte vento que soprava a seu favor, reduziu para 3 a 2 e, por um triz, não empata. Por um triz e pela atuação exemplar do goleiro Quiñones.
Pelo jeito, essa Copa América, se não encantará pela qualidade técnica dos jogos, já nos reserva uma dose extra de emoção e surpresas. Pois, até aqui, os grandes favoritos, como Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia, ganhando, perdendo ou empatando, decepcionaram, enquanto as zebras, tipo Venezuela e Bolívia, quebraram o protocolo.
Pelo menos isso.