
O jogo foi tenso no Horto, e o empate, se parece ter salvado a pele do técnico Marcelo Fernandes, deixou Levir Culpi na alça de mira. É só nisso que essa turma pensa: derrubo ou não derrubo o técnico? Hoje, ou espero o próximo jogo?
O Peixe saiu na frente, quando maior era o domínio do Galo: num contragolpe rápido, Ricardo Oliveira escapou de Leonardo Silva e, diante de Victor, escolheu o canto certo.
Mas, o Atlético, depois de uma breve hesitação, voltou ao ataque e virou o placar, com um gol contra de Werley, em cruzamento de Thiago Ribeiro, e outro de Dátolo, em bela troca de passes pela direita.
Sucede que o Atlético voltou para o segundo tempo com Maicosuel no lugar de Carlos e uma outra mudança mais significativa – a falta de ênfase na disputa do da bola. Assim, o Santos, que até então, jogara na defesa, passou a trocar bolas nas proximidades da área atleticana, e, logo aos 8 minutos, Victor Ferraz escapou pela esquerda e cruzou para Gabigol guardar de canhota: 2 a 2.
Daí até o fim do jogo, foi um Galo irritado em busca do gol da vitória sem a necessária serenidade para envolver o adversário. Mesmo depois das entradas de Jo e Guilherme, o que levou o Peixe mais atrás com Leandrinho e Matias.
E dá-lhe vaia sobre Lewvir, enquanto Marcelo Fernandes saía de campo com uns dez quilos a menos nos ombros.
Pode ser que eu me engane, mas parte dessa mania de demitir técnicos (na maioria das vezes, sem critério), é responsabilidade da imprensa que, aparentemente despreocupada com o futuro do nosso futebol, permanece impondo as mesmas pressões às diretorias, induzindo-as a, justamente, demitir esses mesmos técnicos que são, depois do fato consumado, defendidos por essa mesma imprensa. Esse hábito nocivo já está cansando. Deve-se parar de pregar uma coisa e fazer o oposto. Pelo jeito, Alberto, vc é um dos únicos que tem fugido a este padrão. Continue assim. O jornalismo, em geral, pode ser um grande propulsor de mudanças. Passou dá hora do jornalismo esportivo acordar!