Noite cheia de gols

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foi uma noite cheia de gols. E, quando se fala em gols no atual futebol brasileiro, fala-se no Galo, que meteu 4 a 1 no Avaí, em Florianópolis, e mantém-se lá no topo da artilharia do Brasileirão. Mas, que diabo é isso, num futebol tão cioso na defesa e tão avaro no ataque?

Espie só a escalação do Galo e me diga onde está o tal volante, primeiro, segundo ou terceiro? Não há. O meia que joga mais recuado é Rafael Carioca, ponto. De resto, um bando de meias e atacantes. Coisas do Levir Culpi, o mais moderno e avançadinho dos nossos treinadores, na teoria e na prática.

Como contraponto, não faltou volante no São Paulo, que conseguiu bater o Santos por 3 a 2, de revirada, no Morumbi.

Saiu na frente com um gol que, se vivo estivesse meu saudoso e querido amigo Mário Moraes, o maior de todos os comentaristas de rádio antes do Cláudio Zaidan, vociferaria com aquela voz rascante contra a defesa santista: como, só três beques na barreira? Pois, assim foi e Michel Bastos abriu a contagem com disparo certeiro, num tempo em que o Tricolor teve pleno domínio do jogo mas cedeu o empate no finzinho, na sequência de pênalti cobrado por Ricardo Oliveira que Ceni rebateu para o artilheiro do Peixe concluir de vez.

No segundo, Ceni falhou logo no primeiro disparo de Ricardo Oliveira, para Paulo Miranda, de cabeça, empatar, logo em seguida, e Rogério Ceni se redimir cobrando pênalti, mais adiante.

Mas, gols, assim, ó, um atrás do outro aconteceram lá no estádio do Grêmio: mal dada a saída, e já estava 2 a 0 para o Tricolor gaúcho, com Giuliano e Marcelo Oliveira. Contudo, depois de um momento de aturdimento, o Corinthians reagiu, meteu um bola no travessão, com Romero e, na esteira desse lance, Mendoza diminuiu, para Luan, o nome do jogo, ampliar para 3 a 1 no finzinho do primeiro tempo.

No segundo, o Timão até teve mais posse de bola, mas a defesa do Grêmio estava bem postada, e nem mesmo a entrada de Love aqueceu o coração corintiano.

Mas, de todos, o placar mais significativo, sem dúvida, foi aquele de 3 a 0 da Macaca sobre o Vasco, em pleno São Januário. Não só pelo placar categórico, mas, sobretudo, pelo desempenho da Veterana, que terminou o jogo botando o Almirante na roda., segundo os relatos de lá.

Mas, no fim das contas, modestamente, o Furacão manteve-se na liderança do Brasileirão, batendo o Figueirense em casa por 1 a 0. Placar apertado, mas que, para o torcedor atleticano, vale por todas as demais goleadas somadas.

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