
A baixa de Luiz Gustavo na Seleção da Copa América é mais significativa do que parece à primeira vista, para o bem ou para o mal.
De todos os volantes chamados por Dunga, Luiz Gustavo o que mais deu certo. Desde que vestiu a camisa da Seleção, não mais a tirou. Entre outras coisas, porque funciona como uma espécie de âncora do meio de campo, mais recuado, quase um cabeça de área, mas de bom passe e muito senso de colocação, com possibilidade de avançar e chutar a gol de média distância.
O amigo que me acompanha sabe bem de minha aversão pela figura do cabeça de área, aquele volantão que fica ali plantado à entrada da própria área, como leão de chácara dos zagueiros. Mas, esse não é exatamente o caso de Luiz Gustavo, e é preciso, nesses casos, sempre ter uma sintonia fina, para escapar dos chavões que podem induzir a erros de avaliação.
Dos atuais convocados, apenas Casemiro se aproxima desse estilo de jogo, um volante depreciado nos seus tempos de São Paulo, mas que ganhou asas no Real B e agora no Porto. Casemiro pode não ter a mesma percepção de Luiz Gustavo quanto ao posicionamento ali na intermediária, mas leva a vantagem do passe longo, uma de suas especialidades, o que se ajusta ao padrão de um time veloz do meio de campo pra frente como o nosso, próprio para o contragolpe.
Por outro lado, se Dunga optar por dois volantes mais fluidos, que os amigos por aí costumam denominar de segundo volante, como Elias, Fernandinho ou Fred, recém chamado na vaga de Luiz Gustavo, nosso time poderá ter uma dinâmica maior na saída de bola, embora, cá entre nós, eu prefira uma formação com apenas um volante, um meia-armador (Everton Ribeiro, por exemplo), outro mais avançado, tipo P. Coutinho, e três atacantes, quem sabe, Robinho, Tardelli e Neymar, um modelito mais moderno, usado pelos principais times da Europa hoje em dia.
Mas, isso nem passa perto da cabeça de nossos treinadores e da imensa maioria da crítica brasileira. Enfim…
Quem se interessa por essa m… de seleção?