
A noite desta quarta-feira nos reservou dois jogos importantes: pela Libertadores, a derrota do Inter para o Santa Fé da Colômbia, no El Campín, por 1 a 0, e, pela Copa do Brasil, a vitória do Sport sobre o Santos, por 2 a 1, na Ilha do Retiro.
Em Bogotá, o Inter sofreu de duas síndromes próprias do nosso futebol quando joga por lá: os efeitos maléficos da altitude e o medo de perder.
A altitude conteve de certa forma os movimentos dos jogadores colorados, que pouco atacaram e mesmo assim tiveram uma grande chance com Nilmar encobrindo o goleiro, salvo pelo beque quase sem cima da risca. E o medo de perder levou o técnico Aguirre a fechar de vez o time, com a entrada do zagueiro Rever no lugar do atacante Lisandro, certamente para aumentar a altura de sua linha de defesa. Pois, foi exatamente pelo alto, na sequência de cobrança de escanteio, que Mosquera desferiu aquele cabeceio fatal, aos 46 minutos do segundo tempo.
Nem tudo está perdido, claro. Basta o Inter vencer por 2 a 0 no jogo do Beira-Rio, semana que vem, e seguirá em frente na Libertadores. Mas, complicou.
C0mo complicada também ficou a situação do Santos. Menos complicada pelo gol marcado fora que lhe permite vencer na Vila por 1 a 0 para se classificar à próxima fase da Copa do Brasil.
Mas, o fato é que o Sport, sob o comando do canhotinho Regis, autor do primeiro gol e assistente no segundo, foi melhor do que o Peixe. Não, avassaladoramente, mas melhor, criando um número maior de chances.
Nada, porém, para desesperar, pois o Peixe tem time pra dar a volta por cima na Vila, sim senhor.