
Inter e Cruzeiro, os brasileiros que restaram na Libertadores, entram em campo neste meio de semana, em situações opostas.
Enquanto o Inter vai a Bogotá enfrentar a altitude e o Santa Fé com o moral elevado, o Cruzeiro segue na linha do mar a Buenos Aires, de crista baixa pelos últimos resultados, mas, sobretudo, pelo baixo desempenho da equipe.
Mesmo a classificação diante do São Paulo, no Mineirão, não chega a entusiasmar o time de Marcelo Oliveira. Ainda buscando o resgate daquele jogo dinâmico e envolvente dos dois últimos anos, o Cruzeiro se classificou nos pênaltis mais por erros dos cobradores adversários do que por acerto dos seus.
No Brasileirão, vai mal, embora estejamos apenas no início do torneio. E pega um River, que, diga-se, não é lá essas coisas, tanto que passou pela fase de grupos com as calças na mão, porém, animado por ter desclassificado seu rival eterno, o Boca. De qualquer forma, o River joga em casa, e, nas batalhas com o Boca, parece, ganhou uma casca mais dura do que a habitual. É de se ver.

Já o Inter vem num crescendo desde o fim do período de experimentações do técnico Diego Aguirre. Ganhou o estadual mergulhando o inimigo histórico, o Grêmio, em crise, e vem de vento em popa tanto na Libertadores quanto no Brasileirão. Some-se a isso o processo de criação de dois novos ídolos no Beira-Rio, os meninos Sacha e Valdívia, aquele que era cover e virou o autêntico.
Mas, a altitude de Bogotá e o valor do Santa Fé, que representa a escola sul-americana que mais evoluiu nas últimas duas décadas – a colombiana -, por certo, serão páreo duro para o Colorado.
Mestre Helena, bom dia! Parabéns por sua entrevista ao UOL, que apenas reiterou a admiração que tenho pelo seu trabalho desde os tempos em que o lia no Jornal da Tarde.
Foi boa também para lembrar do brilhante jornalista e escritor, além de vascaíno doente, Moacir Japiassu. Fomos vizinhos por muitos anos na Rua Haddock Lobo, no edifício onde ainda hoje mora o filho dele. Ele, no 17o andar, e eu no 3o. Foram vários papos no elevador e na portaria ao longo dos anos. Eu, bem mais novo e evidentemente muito menos sábio, aproveitava esses contatos efêmeros para aprender. Sentimento igual vem da leitura de seus artigos. A opinião precisa, cirúrgica, vinda de quem observa o futebol como espetáculo repleto de personagens e nuances, e não apenas como um reles jogo de ganhar e perder, no qual apenas o resultado é valorizado.
Essa pobreza d’alma, definitivamente, passa longe de gente como vc e Moacir Japiassu. Que bom seria se o nosso jornalismo contasse com mais gente assim, gente de ampla formação, e menos blogueiros de ocasião…
Um abraço,
Henrique Farinha
Henrique, infelizmente não conheço pessoalmente o Helena, que aliás lembra muito o meu saudoso pai na sua forma calma, clara e lúcida de se expressar. Apenas o acompanho nas mídias, mas concordo com absolutamente tudo que escreveu sobre este Jornalista, isso mesmo com “J” maiúsculo. Triste que hoje ele faça parte de um pequeno e raro grupo. Concordo também com lamentável invasão dos blogueiros de ocasião.
Abraços.
Tiago Bernardi.
que surpresa terrível ao ver que vc saiu do bem amigos do SporTV. Dos poucos que teciam comentários verdadeiros e contundentes que realmente expressavam a realidade do futebol.
Agora o que fica é uma vontade real de mudar de programa ao saber que naquela casa as palavras são bem medidas e “controladas”
espero que vc esteja brevemente em algum programa esportivo a altura de seus sempre originais comentários.
grande abraço e sucesso!!!
Fabio