
Confesso que não entendo toda essa discussão em torno da reforma de contrato de Guerrero.
Fosse o centroavante corintiano um craque excepcional, daqueles que pegam a bola no meio de campo e partem com ela dominada, driblam três quatro adversários e metem a bichinha na rede, lance sim, lance não, tudo bem.
Mas, não é nada disso. Trata-se de um bom centroavante, autor de um gol histórico para o Corinthians – no Mundial – e tantos outros providenciais nas competições nacionais. Nada além disso, o que não é pouco, diga-se, mas também não o transcende.
Diante disso, a questão se resume no seguinte: ou o Corinthians, que está com suas finanças apertadas, no mínimo, pode pagar o que pede o jogador, ou não. Se não pode, esqueça.
Foi o que disse o diretor do futebol do Corinthians, Andrés Sanchez, no Mesa Redonda do Flavinho ontem. Se Guerrero não aceitar o que o Timão é capaz de oferecer, que vá para o Palmeiras, o Flamemngo, quem esteja assediando o jogador. O Corinthians seguirá seu caminho e o jogador o seu, sem mágoas nem rancor, que isso faz parte – cada um cuida do que mais lhe convém.
O fato de Guerrero jurar amor pelo Corinthians nada tem a ver com o caso. Ele pode ser sincero até a medula nessa declaração. Mas, business is business, como dizem os donos do mundo. E chega dessa inhinhnanha.
Excelente centroavante ele é, mas não dá para ele jogar no Brasil e querer ganhar como estivesse jogando na Europa.
Mesmo porque se aparecesse um clube Europeu interessado em seu futebol, com certeza ele iria correndo.
O Andrés está correto, um time de futebol tem que gastar o que ganha não ultrapassar os limites, não adianta pagar o que não pode e viver endividado, tem mesmo é que ser realista.
Os dirigentes do Corinthians na era após Sánchez quiseram repetir o êxito(parcial)da
contratação de Ronaldo,e se esqueceram que na mesma época o próprio Sánchez se
equivocou ao contratar Roberto Carlos.
Nos últimos dois anos uma avalanche de equívocos monumentais surtem efeitos pesados
nos cofres do clube,como Pato,Elias,Vagner Love e Christian,e porque não Renato Augusto,que é um bom rapaz mas está devendo e muito na relação custo/beneficio.
Quando a Europa libera um jogador brasileiro é porque a carreira está no fim ou o cara
enganou a todos,mesmo que seja por pouco tempo.
Alguns da imprensa pintam Guerrero como querem seus agentes o que não reflete a realidade de seu futebol,que se fosse de tão alto nível não teria saído da Alemanha.
A divisão de base é um excelente caminho para revelar Luizinhos e Rivelinos e ajudar
no saneamento das finanças,mas não enche os bolsos de agentes e empresários de
medalhões.
Será que o Guerreiro pensa que é o Toninho Guerreiro do Santos da decada de 60-70?
Será que os Corintianos pensam assim? Tá mau
O Timão precisa planejar melhor uma política de aproveitamento de jogadores da base. E muito modesto o aproveitamento desses jogadores. Eu me lembro de um garoto sub 20 ou sub 17 numa época recente que era conhecido como Caniggia, meio de campo, me pareceu um excelente jogador, de repente o garoto sumiu. É o caminho, todo mundo sabe disso.
È um bom centroavante ,mas não joga sozinho,depende muito dos outros .Tem que cair na realidade ,colocar os pés no chão e ser menos arrogante