
O Chelsea está a um passo de ganhar mais um título inglês, sob o comando do técnico Moruinho. Hoje, bateu, de virada, o Leicester por 3 a 1. Perdia por 1 a 0 num primeiro tempo desolador dos azuis que jogavam de amarelo. Mas, no segundo, reagiu e chegou à vitória final com um golaço de Ramires – disparo de canhota de fora da área no ângulo direito da meta do Leicester.
Confesso que, apesar do ilustre elenco do Chelsea não consigo me animar com esse time. Não apenas pela origem obscura da fortuna que o abastece, mas, sobretudo, pelo futebol que pratica, eficiente, é verdade, mas sem o brilho que aquela gama de jogadores de alta qualificação poderia oferecer.
É certo que, no primeiro turno, quando Mourinho armou seu meio de campo com Matic., Fàbregas, Oscar e William um pouco mais à frente, juntando-se a Diego Costa e Hazard, a bola fluía com graça e inteligência. Foi quando o Chelsea disparou na liderança. Mas, no returno, por força de lesões ou de idiossincrasias de seu treinador, o Chelsea mudou de escalação e estilo, perdendo o viço, embora mantendo um bom nível de eficácia.
Pelo menos, o suficiente para que o Arsenal, revigorado, não o alcançasse até agora.
Pena que o Arsenal seja tão vacilante nos momentos decisivos, pois é ainda aquele time inglês capaz de encantar e obter os resultados.
Pouco antes, o Real, muito desfalcado, passou sem pressa pelo Almeria – 3 a 0, com direito a um golaço do colombiano James Rodriguez, antecipando aquele de Ramires no jogo seguinte – um balaço na junção do poste com a trave lá do meio da rua.
Que bola joga esse rapaz! Não temos hoje um jogador brasileiro que se compare a ele: canhoto, hábil, tanto sabe armar quanto atacar e fazer gols dessa categoria.
Enfim, o Real segue na cola do Barça, e a taça espanhola ainda não tem nenhuma digital clara.