Verdão, 1 a 0, sem emoções.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Fernando Dantas/Gazeta Press

O Palmeiras venceu por 1 a 0, mas poderia ter sido um placar maior. Não só pelo pênalti perdido por Dudu ou até por aquele outro não marcado sobre Rafael Marques, mas, sobretudo, pela predominância verde sobre o Peixe ao longo de três quartos da partida.

Nada assim acachapante. Ao contrário, levemente. Até mesmo depois de o Verdão ficar com um a mais em campo, fruto da expulsão de Paulo Ricardo, autor do pênalti assinalado, depois da lambança corrigida do juiz que havia exibido o cartão vermelho para David Braz, não ocorreu aquele pressão que justificasse tal diferença em campo.

Na verdade, confesso, o jogo em si me decepcionou, pois esperava algo mais delirante, com os dois times atacando incessantemente, de acordo com suas características.

Mas, de fato, a bola rolou tensa, intermitente, com muitas faltinhas de lado a lado, e poucas chances reais de gol.

Prova de que essa história de que o mata-mata provoca emoção é uma falácia. A emoção toda se resume à expectativa do jogo decisivo, antes de sua realização.

Mas, quando a bola rola, impera a angústia. A angústia de levar o gol fatal ou a de esperar que ele surja, magicamente, saída do fundo da cartola.

Não deu outra nesse primeiro jogo da grande decisão do campeonato paulista.

Quem sabe na Vila, de onde não haverá mais saída, a coisa mude de figura.

Espero.

5 comentários

  1. A falta de emoção foi apenas um ingrediente a mais num clássico tecnicamente pobre, que em nenhum momento lembrou o brilho de outros tantos jogos entre os dois times, notadamente na “era Pelé”, em que o amor à camisa e o respeito à torcida que lotava estádios falavam mais alto, não tinha árbitro trapalhão, sobravam craques e o futebol era de primeira grandeza, digno do título de “melhor futebol do mundo”

  2. Helena,
    boa noite.
    Concordo que faltou emoção, mas pra nós palmeirenses, está muito bom. Até gostaria que o time fizesse um ótimo jogo, com trocas de passes, lançamentos maravilhosos, dribles mas quando penso que estávamos no inferno a uns 05 meses atrás, olhando o resultado e a perspectiva de sermos campeões, o jogo de hoje foi “””impagável””””.
    Abs

  3. O Palmeiras jogou muito bem, dominou quase o jogo inteiro…foi assim contra o Corinthians também, e foi fora de casa hein…Tem gente falando mais do próximo jogo na Vila, do que do excelente jogo que o Palmeiras fez, mostrando uma evolução em andamento muito rápida…que bom pra nós torcedores.

  4. Polemico o jogo ? a arbitragem? vejo diferente e faço uma pergunta .como esses atletas passaram por peneira,categorias de base sem serem reprovados na falta de qualidade nos fundamentos ,passe .posicionamento ,movimentação,drible e as regras de jogo?O jogador deve entender que o drible é necessario ,mas nem sempre ,pois há momento que o atleta deve dar sequencia na jogada iniciada pelo companheiro e apenas faser a tabela. Hoje nosso futebol há pouca movimentação do time ao redor do atleta em posse da bola para envolver o adversario e oferecer opções para posterior finalização.Os jogadores quebraram a regra em que só o capitão fala com arbitro,embora não seja regra ,mas o capitão tem a função de tambem conversar e ou se dirigir com educação ao arbitro.A arbitragem errou ao não marcar penalte no final do primeiro tempo apenas ,no segundo foi penalte porque já é regra do arbitro brasileiro apitar em um lance em que dois atletas disputam aos tapas a bola ,o que cair primeiro leva a falta. No do jogo especifico o defensor agarra em movimento o atacante e só consegue parar dentro da area então confirmado o penaltesem polemica.

    1. Meu caro,
      só pra corroborar com a sua análise.
      Nenhum jogador, seja ele capitão, é permitido ficar falando com árbitros. O capitão serve somente para escolha de campo, levantar a taça em termos do jogo!!
      Abs

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