
Se alguma zebra disparar nos campos das quartas de final do Paulistinha neste fim de semana, o mais provável é que seja mais um touro vermelho do que uma zebra de fato.
Sim, porque no jogo do Morumbi, amanhã à noite, somam-se dois fatores favoráveis a tal sugestão: o bom desempenho do Red Bull até aqui e as incertezas todas que cercam o cotidiano tricolor. Dentre elas, a possível estreia de Wesley, verdadeira incógnita pelo tempo em que está sem jogar. E Ganso? Joga? Mas, joga de fato? E assim vai.
De qualquer forma, o Tricolor ainda é o favorito. Tem um elenco mais rico – em todos os sentidos -, joga em casa e veste uma camisa gloriosa, apesar das últimas performances.
Já o Corinthians, pela campanha desenvolvida até agora, deveria ser o maior favorito da rodada. Tem um grupo de jogadores de bom nível técnico, um esquema apropriado para esse tipo de disputa, treinador na crista da onda, joga no terreiro de uma Fiel delirante, escudo histórico, enfim, tudo conspira a seu favor. Menos o adversário, a Macaca, que já saltou do galho inferior ao superior e vem jogando cascas de bananas no caminho de alguns grandões por aí.
No domingo, teremos Santos e Palmeiras, o vice e o quarto colocado na classificação geral do campeonato.
O Santos foi a grande surpresa do ano, entre os paulistas, porque fez muito mais do que dele se esperava, depois das tantas defecções no elenco. Graças ao seu DNA ofensivo e a Robinho, que, mesmo entrando em fase de declínio, continua sendo essencial, com suas pedaladas, deslocações, assistências e gols. Pega na Vila o XV de Piracicaba, que vem no embalo, diga-se, mas que dificilmente resistirá ao assédio peixeiro.
Por fim, o Palmeiras, que enfrenta o Botafogo, time bem arrumadinho, no Allianz Parque, às onze da manhã, horário agradável para o torcedor mas arriscado para os jogadores, desabituados a ele.
O maior problema para o Verdão, porém, não é esse. É, isso, sim, o fato de o time estar ainda em formação, processo que provoca oscilações naturais. Num jogo só, decisivo, esse fator passa a ser determinante. Se for o dia da baixa, ciao e bênça…
Eis por que o técnico Osvaldo de Oliveira não quer arriscar desde o início uma nova formação, já que poderá dispor de Valdívia e de Cleiton Xavier, duas das três estrelas mais cintilantes do elenco (a terceira, obviamente, é Zé Roberto, que volta recuperado de lesão). Apesar disso, o Verdão é o favorito para seguir adiante e até meter a mão na taça, se continuar evoluindo como tem ocorrido.
Enfim, chegamos a uma rodada que vale alguma coisa nesse Paulistinha tão mal engendrado.