
Pra quem elege o resultado o senhor do jogo, maravilha! Afinal, o Brasil de Dunga chegou à oitava vitória seguida, ao bater o Chile, em Londres, por 1 a 0, gol de Firmino em belo passe de Danilo.
Mas, pra quem espia o jogo jogado, bola trabalhada, chances de gols criadas, o sal do espetáculo, o Brasil sofreu um tremendo retrocesso, pois o Chile teve a bola a seus pés praticamente o tempo todo, enquanto que nosso time se limitava a dar chutões pra frente na esperança de que Neymar resolvesse tudo. Já vimos à exaustão esse filme no passado mais recente.
Na verdade, Dunga errou a mão ao trocar seis dos que jogaram contra a França dias atrás, 60 por cento dos jogadores de linha. É muita coisa para um time que tem tão pouco tempo para treinar. E as mudanças substanciais se deram do meio de campo pra frente, onde apenas Neymar restou dos titulares. Foi um desacerto só. O que acabou exaltando a bola de Miranda, imbatível em todas as jogadas de que participou, a não ser naquela hesitação diante de Alexis Sanchez que culminou em falta perigosa do nosso becão.
Sim, mudanças eram necessárias, não só para poupar alguns como também para observação do treinador sobre a reação de outros com a camisa canarinho.
Mas, mudanças pontuais. Por exemplo: a entrada de Robinho no lugar de Luís Adriano, com o recuo de Oscar para ser a primeira opção de passe de Luiz Gustavo, este essencial na tarefa de ancorar a linha média, ali à frente dos zagueiros, função que Souza, muito disperso, não conseguiu executar. E, por certo, a entrada de P. Coutinho, que está esmerilhando no Liverpool desde o ano passado, um pouquinho mais à frente, pelo meio.
Aliás, com todas as mudanças iniciais, P. Coutinho foi o maior prejudicado no campo das observações do treinador e da torcida em geral.
De qualquer forma, Dunga tentou desfazer o malfeito a partir dos 17 minutos do segundo tempo, e conseguiu não só equilibrar um tantinho a partida como chegar à vitória no gol de Firmino, que acabara de entrar juntamente com Robinho, Elias, William e, mais tarde, Felipe Luís no lugar de Marcelo, mal no jogo.
Resumindo: foram sete passos à frente e um pra trás. Só espero que este último não leve Dunga a pisar em falso na próxima.
Senhor Helena! Interessantíssimo como sempre seu comentário que só posso (em geral) parabenizar. Neste caso entretanto (como se diz na Alemanha, onde moro) “temos que deixar a igreja no vilarejo”.
Na verdade o Dunga teve razão de meter a colher no mingau desta forma. O time certo já existe (concordo contigo que o Robinho deve mesmo ser reintroduzido lentamente pois creio também que ele vai ser decisivo neste time, a estrutura, o esqueleto do time entretanto já existe), porém ganhar eternamente não deve ser a meta do Dunga. O melhor é ele fazer experiências agora, errar, apanhar, e depois ganhar a copa. Até mesmo a Copinha América não deve ser um objetivo do outro mundo. O importante é ele saber o que vai fazer em Moscou.
Um abração. MEMIL
Uma vitoria nunca eh um passo para tras, afinal, o Brasil demonstrou de que mesmo jogando mal, ainda pode ganhar de uma equipe forte como a equipe chilena.
Acredito que isso eh ainda mais desmoralizante para o Chile, pois por segunda vez, jogou muito melhor que o Brasil, dominou as acoes, e nao ganhou.
A Argentina perdeu um gol feito contra a Alemanha e a Alemanha foi campea mundial. Nao eh que o resultado seja importante… somente o resultado importa!