
Quanto mais Muricy e a diretoria falam a respeito da permanência do técnico, mais aumentam as dúvidas se esse negócio vai dar certo.
Sobretudo, por parte do treinador, por quem tenho o maior apreço, como gente e como profissional, desde os tempos em que ele encantava com seu futebol mágico nos dentes-de-leite dos meus amigos Roberto Petri, Eli Coimbra e Sérgio Baklanos, na falecida TV Tupi. E já disse à exaustão que nunca deveria ter saído do São Paulo, desde quando se tornou técnico de futebol, lá mesmo.
Muricy é um tipo essencialmente emotivo. Por isso, tem sofrido muito com os males físicos que o afligem e com essa boataria nos bastidores tricolores. E é evidente que isso se reflete no seu trabalho. Basta comparar o Muricy diante das câmeras de um, dois anos atrás, com esse Muricy de hoje. Ou seja: o Muricy Vila Sônia, misto de gozador e gladiador, sempre vibrante, em ebulição constante, versus Muricy sereno, um tanto deprimido, quase apático destes últimos dias. O mesmo contraste de imagem se verifica facilmente nas tomadas das câmeras à beira do gramado.
Pelo visto, isso tudo tirou a concentração do técnico.Tanto, que, nas seguidas entrevistas, Muricy deixa claro não saber o que se passa com esse time que terminou tão bem o Brasileirão, recebeu reforços pontuais e, em vez de evoluir, involuiu ao longo deste ano.
Por decisões técnicas ou por desfalques de toda ordem, o São Paulo não consegue dar uma sequência razoável com a mesma formação. O time perdeu completamente o padrão de jogo, ficando numa zona cinzenta entre trocar bolas, tentando envolver o adversário, ou jogar na base da ligação direta dos beques aos atacantes.
Para a maioria da torcida e da crônica esportiva, o que falta é raça dos jogadores. É sempre o mesmo mote quando uma equipe vai mal.
O que falta ao time tricolor não é raça, não. Raça quem tem é cavalo, cachorro. Gente tem consciência. Palavrinha com vários significados paralelos, mas, que basicamente, significa conhecimento, percepção de si mesmo e do que está à sua volta. Por isso, quando se diz que um indivíduo cometeu um ato impensado foi inconsciente. Não teve consciência, conhecimento.
O São Paulo de hoje é um time inconsciente. Assim como Muricy se revela inconsciente por não conhecer as causas dos insucessos.
Futebol é um jogo dinâmico, um jogo de equipe, em que o jogador de posse da bola tem milésimos de segundos para decidir o que fazer com ela. Se não souber de cor e salteado onde estará seu companheiro a quem servirá, perderá tempo precioso para dar sequência à jogada. Tempo suficiente para que o torcedor na arquibancada e o crítico na cabine ou diante da tv passe a interpretar a sequência dessas indecisões ou de decisões erradas como moleza, falta de empenho, essas coisas todas que andam na boca do povo e nas discussões de padaria.
Quando essa situação perdura por muito tempo, a tendência é o jogador perder a autoconfiança,, o que agrava o problema, a sensação de falta de empenho, como uma bola de neve rolando em direção ao abismo.
Como romper esse círculo de giz encantado?
Com uma outra palavrinha: convicção. Antes de mais nada, Muricy tem de recuperar seu próprio slogan – Aqui é trabalho, meu! E meter os peitos na formação de uma equipe definitiva, dentro do melhor esquema que as características desses jogadores sugerem, e ir com ela até o fim, seja ele qual for. A hora é esta, quando o São Paulo já está classificado para a fase realmente decisiva do campeonato e antes da chegada do Brasileirão.
E a Libertadores? Se vier a classificação para a próxima fase, já será um lucro extra.
O nosso amigo aqui, comentarista, fala mesmo como amigo do Murici e respeitamos. Mas, o Murici já não é mais um técnico moderno. Ele perdeu a capacidade de se reciclar. Há evidências disto no time e na formação tática oscilante do time. Enquanto ele insiste com nomes como R Ceni, L Fabiamo, Kardec, Ganso, etc, mostra sua desintonia com o futebol moderno. Também ele foi o responsável pela vinda de jogadores fracos e ultrapassados como os laterais Bruno e Carlinho. É hora de mudança e não de desfocar a realidade infeliz e desatualizada do nosso amigo Murici.
Caro José, é visível a queda de rendimento do São Paulo. Aliás, todos os times que privilegiam o futebol técnico deixando para segunda ordem o cuidado com a marcação, estão encontrando dificuldades. Hoje em dia quem não praticar a marcação ofensiva sob pressão não chega a lugar nenhum. E como adaptar essa premissa a um plantel que possui jogadores espetaculares como os que qualificastes no teu texto? É, este é o problema atual do Muricy. O Tite, no Corinthians, mais que conseguiu, ele aperfeiçoou o sistema tático com jogadores menos técnicos que o São Paulo. Em todo caso, o Internacional (meu time do coração) podia propor ao tricolor paulista a troca do Ganso e do Kardec por meia dúzia de volantes. O que achas?
Tenho visto vários comentários sobre o São Paulo. Todos quer saber o que acontece. A própria imprensa diz que quadro de jogadores é muito bom. Discordo. Os jogadores da defesa é uma lástima, não sabem marcar o adversário. Nunca ouvi ninguém criticar a defesa. Segundo aspecto. O Murici com 17 anos era titular no São Paulo. Promove os jogadores más não escala pra jogar e alega que são muito novos e precisa pegar experiência. Experiência não se adquire sentado no banco de reservas, e sim, jogando. Que saudade: Mário, Desordi e Mauro. Bauer, Rui e Noronha. Friaça, Ponce de Leon, Leônidas, Remo e Texeirinha.
Orides, troque aí o De Sordi, que veio do XV mais tarde, por Savério e terá o time bicampeão de 48/49.
É verdade, o Sr. Oridez lembrou de um fato correto, mas que é contraditório no nosso treineiro, se foi lançado ao 17 anos e já era titular, por que não faz o mesmo com alguns garotos da base, por exemplo o Bosquilha que acho ter um grande potencial a ser “o condutor da batuta em nossa orquestra”, poe de vez o Auro na lateral e o deixa firmar-se, traz de vez o João Paulo para o lugar do aposentado Luiz Fabiano, e, sobretudo ponha o Renan Ribeiro em nossa goleira, como dizem os gaúchos, nos livre pelo amor de Deus do Mito… lógico RCeni, que nem para ser técnico servirá, por tamanha arrogância que lhe aflige.