
O Huracán, em vez de soprar forte sobre o Mineirão para justificar seu nome, preferiu se entocar num abrigo anti furacão e só tirar a cabeça pra fora vez por outra, já no finzinho da partida, quando o Cruzeiro perdia o senso de direção.
Mesmo assim, a Raposa conseguiu varar a sólida retranca uma ou outra vez. Como aquela, no início da partida, quando triangulação entre Mayke, que jogou muito, diga-se, Marquinhos e Leandro Damião resultou em gol. Mas, o bandeirinha deu impedimento de Marquinhos, que o computador da Fox mostrou ser decisão inexata.
Ah, sim, houve também o disparo de Leandro Damião na quina da trave e um gol feito de Judivan, cuja bola raspou o o poste, em passe medido de Alisson, o menino que, depois de seis meses parado, voltou a campo nesta noite. E pagou caro por isso.
Assim como o garoto uruguaio De Arrascaeta (é isso mesmo?), bom de bola, mas ainda em fase de adaptação, o que prejudicou demais o processo de criação do time de Marcelo de Oliveira.
No fim das contas, um empate por 0 a 0, que não estava na receita do Cruzeiro, pois o Huracán, embora representante do ilustre futebol argentino, é, tecnicamente, modestíssimo.
Nesta quadra da vida da Raposa em recomposição, porém, lá, a coisa pode ficar preta.
Caro Alberto,
Escrevo-lhe em respeito a sua experiencia no futebol. Acabei de ler um artigo no qual dizem que o Palmeiras perdeu sua identidade por nao possuir craques nas suas 4 linhas. Existe alguma equipe no Brasil, que seguindo ese raciocinio ainda possui sua identidade?