
Vivo exaltando aqui as qualidades técnicas e a importância de Yayá Touré para o Manchester City, time de elenco excepcional, vice-líder do Campeonato Inglês e tal e cousa e lousa e maripousa. Tanto, que, quando Touré está fora do time, o City é outro.
Foi assim no período em que o marfinense esteve servindo à sua Seleção, na conquista da Copa da África, na qual foi figura central, diga-se. Foram cinco jogos seguidos sem o City vencer no Campeonato Inglês. Na volta de Touré, os azuis levantaram a crista e ainda outro dia golearam por 5 a 0. Assim como fundamental foi sua ausência no confronto com o Barça, nesta terça, pela Liga dos Campeões da Europa.
Sem ele, o City foi presa fácil do toque de bola do Barça, que fez 2 a 0 no primeiro tempo, dois de Suarez, mas poderia ter ido para os vestiários no intervalo com placar muito mais amplo. Sim, porque Neymar, Suarez e Messi, só esses, perderam gols cara a cara com o goleiro, sem falar naquele cruzamento de Daniel Alves que se chocou com o travessão.
Claro que não foi apenas a ausência de Yayá Touré a tragédia do City, envolvido tão facilmente pelo Barça no primeiro tempo. Nesse processo, entram todos os jogadores adversários, e, sobretudo, Messi, esse gênio da bola, que deu assistência a Suarez nos dois gols e executou jogadas de encantar qualquer um. No segundo gol, por exemplo, depois de uma matada de bola desvanecente, comeu quatro adversários e serviu Alba que cruzou para Suarez empurrar de carrinho.
No segundo tempo, o City voltou brabo, e encetou três ataques perigosos em poucos minutos, quase chegando ao gol, com Aguero e Dzeko, este, incrível.
Contudo, o Barça, aos poucos, recuperou o domínio do jogo, enquanto o City tentava se rearmar com as entradas de Fernandinho e de Bony, e chegou ao seu gol, com Aguero.
Sorte do Barça que Clichy acabou sendo expulso e Pellegrini teve de substituir David Silva por um lateral, Sagna.
Em contrapartida, Luís Enrique mexia mal – trocou o armador Rakitic pelo beque Mathieu, sionalizando ao adversário que passava a jogar pelao placar, e Neymar por Pedrito, logo em seguida, o que tirou muito da força de criação e ataque do Barça. Mesmo assim, já nos descontos, Messi sofreu pênalti. Ele mesmo bateu, para a defesa de Hart. Na volta, de cabeça, Messi meteu pra fora.
Podia ter sido a pá de cal nas esperanças do City para o jogo de volta. Não foi, apesar de que o Barça volta para a Catalunha com uma vantagem muito significativa, não só pela vitória mas também pela quantidade de gols marcados em Manchester.