
Já no apito inicial, o Corinthians se apoderou do espírito do jogo, partiu pra cima do São Paulo e, em duas estocadas, quase abre a contagem.
Mas, o gol de abertura deveria ser aquele que todo mundo esperava desde sempre, inclusive a tropa tricolor: aos 11 minutos, Elias investe pelo meio, tabela com Danilo, falso centroavante, que serve a Jadson, autor do passe exato por cima para Elias, já na área, fuzilar de primeira.
E, como é recorrente no atual Corinthians, com 1 a 0 no placar, recuou, plantou aquelas fileiras de guerreiros a partir de sua intermediária, e ficou só assistindo o São Paulo se embaraçar todo na tentativa de varar a barreira bem postada e sempre pronta a se transformar numa cavalaria ligeira, capaz de levar terror intermitente à defesa do São Paulo, em alta velocidade – ações bem coordenadas por Jadson, Renato Augusto, Elias e Danilo, insuflados pelos atos de guerrilha que Emerson espalhava pelo campo todo.
Houve um momento em que o São Paulo deu sinais de estabilização. Vagos e inúteis, pois o Timão jamais se desestabilizou em campo. E, se o Tricolor teve a bola mais tempo a seus pés, jamais soube o que fazer com ela, ao contrário de um Corinthians cerebral e muito mais determinado.
Sim, foi falta de Emerson sobre Bruno no lance que precedeu à conquista do segundo gol, em jogada de alta classe de Jadson, que deixou Reinaldo no chão antes de tocar sob o corpo de Rogério: 2 a 0, resultado que poderia ter dobrado de tamanho, fruto das tantas chances perdidas pelo Corinthians, como a que deu ponto final à partida, com Danilo.
O fato é que o Corinthians está dois passos à frente do Tricolor na definição do time, esquema e tudo o mais.
O que não quer dizer que esteja tudo definido nesse grupo da Libertadores, longe disso.
O Corinthians deu um “banho” de bola no São Paulo, provando que tem hoje uma equipe madura, e que sabe muito bem o que fazer dentro de campo. Se se poderá dizer que seja uma equipe recheada de craques, mas é coesa, bem distriuida em campo. Acho bom o peruano Paolo Guerrero colocar as barbas de molho, pois o time provou que não depende exclusivamente dele para fazer os gols. Na atual conjunturam do futebol brasileiro, vem muita a calhar o pensamento de Paulo Emílio, um ex- treinador não badalado como algumas figurinhas “carimbadas” que vimos por aí: “No futebol o que conta é a função e não a posição”. Sábia observação. Concordo com ele em gênero, número e grau. Antigamente, jogador que exercia mais de uma função era erroneamente tachado de “peladeiro”, hoje, exageradamente, é exaltado como sendo jogador “moderno”. Nem uma coisa nem outra. Multifuncional é a definição que faço para jogador que desempenha mais de uma função em campo. E nem precisa ser gênio. A coisa está dificil? Chame o Danilo!!
Alberto,
Acompanho você desde os anos oitenta. Acompanho porque respeito claro.
Por isto pergunto: Ainda há chance no futebol moderno para o Ganso?
Assistindo ao massacre corintiano sobre o SPFC, praticamente perdi as esperanças.
Ele não teve a menor chance contra Elias e Ralph,e não foi nem sombra de Jadson e, principalmente, Danilo. Fiquei imaginando que ele não teria a menor chance nos campeonatos inglês, alemão, francês, italiano, nem mesmo espanhol.
Talvez a China ou os EUA. Grande abraço.