Escrevendo a história, pra trás.

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Deu o que se esperava: o resultado da reunião da tal comissão de notáveis do futebol convocada pelo governo brasileiro foi, em síntese, a criação de uma agência reguladora do setor. Mais um cabide de empregos a ser dividido por filhos, afilhados, queridos e queridas entre esse leque de partidos políticos que se perdem no infinito.

O que não falta neste país é agência reguladora, regulando energia elétrica, hídrica, o diabo a quatro, com os resultados que aí estão: de dia, falta água; de noite, falta luz. Justamente, porque os setores vitais pra nosso dia a dia não foram regulados quando deveriam ter sido a tempo de evitar as crises recorrentes, aqui e ali.

O ministro de Esportes recém-empossado declarou publicamente que nada entende de esportes, o baam-bam-bam das organizações olímpicas é um dos citados no maior escândalo da história deste país – o chamado Petrolão. Quem sabe não entra; quem não sabe não sai.

Juntam-se a eles alguns jornalistas notáveis e, pronto!, eis a solução: o governo intervindo num negócio privado, com a distância necessária para nem intervir de fato, nem se afastar de vez da esfera em que sempre pinga algum.

Mas, que fazer, se é assim que se escreve a história do Brasil, da frente pra trás.

2 comentários

  1. Helena, concorde plenamente contigo. Só mesmo o Sr. Juca Kfouri pra defender essa idéia como a salvação do futebol. Absurdo !! Além de gostar da Dilma ele está se mostrando pouco inteligente. Abs.

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