De Ganso a Pato e Maicon

Djalma Vassão/Gazeta Press
Djalma Vassão/Gazeta Press

Aquele gol de Ganso, que o bandeirinha vesgo eliminou do placar, teria sido a chave de ouro de uma exibição primorosa do craque e de seus companheiros, sobretudo Pato, diante do Capivariano.

A propósito, quero dizer aos meus amigos, os pragmáticos de plantão, aqueles que vivem dizendo isto e aquilo do futebol de Ganso, que não troco cinco passes dele pelas jogadas da vida inteira da imensa maioria desses jogadores comuns que congestionam nossos campos há anos. A cada participação de Ganso, as mais singelas, pisca a centelha da clarividência e da técnica refinadíssima de um jogador que se encontra além de seu tempo.

Dito isso, invertendo a equação, vamos de Ganso a Pato, que parecia ter sido enterrado na mais obscura reserva do São Paulo, e, que, de súbito, é trazido à luz pelo técnico Muricy nesta noite. Pois, Pato respondeu com três gols e uma assistência na goleada final por 4 a 2. O que mais se poderia exigir de um centroavante? Movimentação, empenho, dribles e passes. Então, Pato cumpriu à risca sua missão, já que fez tudo isso também.

Por fim, encerro com Maicon, que atuando como um autêntico meia-armador, costurou o meio de campo tricolor, deu a assistência para um dos gols de Pato e o passe esperto para Michel Bastos deixar o artilheiro da noite na cara do gol, em outro.

Apesar disso tudo, saída não sei de onde, surgiu a vaia intermitente sobre o jogador. Vaia que a torcida verdadeira, aquela que paga ingresso e gosta de assistir ao futebol bem jogado, acabou ensurdecendo com os merecidos aplausos.

Foi, enfim, uma noite de gala do São Paulo, sobretudo no primeiro tempo, quando poderia ter emplacado uma palmita, como dizem os espanhóis, no placar,  num jogo que melhorou ainda mais quando o Capivariano, no segundo tempo, resolveu enfrentar o adversário mais poderoso no mano a mano, marcando seus dois gols.

 

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