Centurión e as carências tricolores

AFP
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O São Paulo anunciou a contratação do argentino Centurión, que, confesso, não lembro de ter visto jogar. Se vi – e são tantos os jogos que vejo, meu… -, não me chamou a atenção. Ao ouvir pela primeira vez o nome, arrepiei-me, imaginando-o um verdadeiro centurião romano distribuindo porrada pra todo lado, como o torcedor brasileiro costuma cultuar.

Mas, não. Dizem que se trata de um atacante veloz, que joga pelos lados, como se diz hoje em dia, quando os pontas foram travestidos de meias naquela numeração de CPF com que a crônica moderna distribui os times em campo, já que a semântica foi jogado definitivamente pra escanteio.

Meia é meia, joga basicamente no meio. Ponta é ponta, joga basicamente pela ponta. O que não quer dizer que seja jogo de pebolim – os caras se movimentam pelo campo, o ponta pode cair para o meio e o meia para a ponta, normal. Mas, deixa pra lá, que falar em português a uma turma que sabe mais inglês e o tatibitati das redes sociais é perda de tempo.

Voltando, pois, à nova contratação tricolor, é de se esperar que saiba jogar mais bola do que as últimas experiências no setor que passaram pelo Morumbi. Por exemplo: aquele Pabón, lembra-se?

É muito comum esse tipo de jogador veloz, que joga pelos lados, ser desprovido de dois elementos básicos do futebol: habilidade no trato com a bola e serenidade na hora de definir a jogada, seja no cruzamento à área, seja no remate final.

Raro é você ter por ali um Hazard, do Chelsea, por exemplo, meia de extrema habilidade, drible fácil, deslocado pelo flanco esquerdo. Pra não falar do extraordinário Robben, canhoto, pela direita do Bayern, ou um Neymar, um Messi, que atuou pela direita muito tempo, ou Cristiano Ronaldo, que essa turma é fora de série

Fiquemos com os carinhas normais. Allione, por exemplo, começa a dar sinais de que pode cumprir essa tarefa exemplarmente no Palmeiras.

Se Centurión atender a essa expectativa, joia.

Caso contrário, o São Paulo terá gastado um dinheirinho precioso à toa.

Mesmo porque o problema maior desse time não me parece estar por aí. Mas, sim, em dois pontos mais cruciais: a zaga, carente de um beque de categoria, ao menos, e a capacidade de trabalhar a bola a partir de sua intermediária com arte e engenho, como gostaria Muricy.

 

 

 

 

 

7 comentários

  1. Helena,

    O SPFC dos últimos anos ganhou praticamente todos os títulos jogando no esquema 3-5-2. Hoje sobram atacantes e realmente falta um grupo de bons zagueiros, como você bem lembrou.

    Será que com a iminente contratação do Dória e a recuperação do Breno existirá condição favorável à volta desse esquema vencedor? E esse monte de atacante, como ficaria?

  2. Vejo o SPFC um passo ou mais a frente de grande parte dos adversários brasileiros mais diretos, pois alem de manter o técnico, manteve uma base estruturada que foi vice-campeã, em um campeonato onde só o Cruzeiro nadou de braçada.
    Creio que com os bons laterais Bruno e Carlinhos, uma zaga com Tolói e talvez o Dória (dizem bem provavel nesse exato momento…) e um meio de campo com os excelentes Denilson, Souza , Ganso e Michael Bastos, a vida dos atacantes vai ficar muito fácil.
    Vejo algumas partidas do campeonato argentino e nunca reparei nesse centurion, até porque me detenho mais no Independiente, mas lendo Olé e Clarin, fica mais ou menos claro que se trata de jogador de ótimas qualidades e diga-se que o técnico do Racing, lamentou muito a perda, pois alem das qualidades de driblador e rápido, segundo ele trata-se de jogador muito combativo e voluntarioso.

  3. HAHAHAHA, MAS EU ESTOU RINDO A TOA, ENQUANTO O PALMEIRENSE ZOA, GAMBÁS, BAMBIS E SARDINHAS NÃO PARAM DE CHORAR, HAHAHAHA

    Chapéu Du-Duplo, programa Avanti atingindo a marca de mais de 90.000 sócios-torcedores, melhor Arena da América Latina, contratação de grandes jogadores como Arouca e Zé Roberto, um presidente honesto e que não mede esforços para ajudar o clube, a competência de Alexandre Mittos, etc…

    Enquanto isso nos rivais, é só notícias de perdas de jogadores, atrasos de salários, dívida homérica para pagar a construção do estádio, namorada de presidente ganhando comissão, etc… É o Palmeiras voltando ao seu lugar de protagonista e, os pequenos co-irmãos, voltando ao seus habituais lugares de coadjuvantes.

  4. Frase dita pelo desesperado gambá Juca Kfouri para um colega de bancada no programa Linha de Passe após ver o resultado de uma enquete que apontava o Palmeiras como favorito ao título do Campeonato Paulista:
    ” Vamos colocar esse Palmeiras no chão”.

    Outra frase dita por outro velho gagá, Renato Maurício Prado da Fox:
    ” Esse programa de sócio-torcedor do Palmeiras é fogo de palha”.

    E, para terminar, mais uma “pérola” dita por outro velho gagá, José Trajano da ESPN:
    ” É muito papo para nada nesse Palmeiras”.

    Como esses caras já estão todos senis, eles não têm mais o pudor de esconder o objetivo de vários torcedores travestidos de jornalistas nesse ano de 2015, que é desestabilizar o ambiente no clube e fazer com que a torcida se volte contra a gestão e o time nesse ano. É importante que o torcedor palmeirense tenha muito discernimento e reflita muito bem sobre qualquer notícia ou opinião relacionado ao Palmeiras, já que as manipulações midiáticas serão enormes devido ao ótimo começo de ano do Verdão.

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