Marcelo, o Mágico

Foto: Washington Alves/Light Press
Acabaram de retirar a escada, deixando meu querido Marcelo Oliveira com a broxa na mão, suspenso no ar
Acabaram de retirar a escada, deixando meu querido Marcelo Oliveira com a broxa na mão, suspenso no ar. Agora é que eu quero ver se Marcelo é apenas um ótimo treinador, o melhor do país nos últimos tempos, ou se tem um poder sobrenatural capaz de fazê-lo flutuar no ar feito o bíblico Simão, o Mágico, que ousou desafiar o Cristo na esfera dos milagres.

Sim, porque remontar esse Cruzeiro bicampeão sem seus dois maiores expoentes – Everton Ribeiro e Ricardo Goulart – e mais a principal revelação, Lucas Silva, o tripé onde o time se assentava, é coisa pra mágico, não um simples treinador de futebol.

Mesmo porque são três jogadores de posições onde temos a maior carência – um meia-armador, um meia-ofensivo e artilheiro, e um volante que sabe jogar como poucos. Isso, representa o sistema nervoso de uma equipe de futebol, para onde tudo conflui e de onde vem a criatividade.

Isso, sem falar na saída de Egídio, um lateral-esquerdo que saiu em baixa da Gávea e deslanchou na Toca, e Nilton, que quebrava um galhaço na cabeça de área e até lá na frente, com seus tiros potentes e suas cabeçadas oportunas.

Retraçar um perfil de campeão nesse time sem grandes investimentos, pois o Cruzeiro não pode se dar a esse luxo, apesar da grana que entrou com as negociações em pauta, vai exigir muito tato por parte do técnico e extrema paciência por parte da torcida e da diretoria, tão acostumadas a navegar em águas azuis.

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