
Sim, porque remontar esse Cruzeiro bicampeão sem seus dois maiores expoentes – Everton Ribeiro e Ricardo Goulart – e mais a principal revelação, Lucas Silva, o tripé onde o time se assentava, é coisa pra mágico, não um simples treinador de futebol.
Mesmo porque são três jogadores de posições onde temos a maior carência – um meia-armador, um meia-ofensivo e artilheiro, e um volante que sabe jogar como poucos. Isso, representa o sistema nervoso de uma equipe de futebol, para onde tudo conflui e de onde vem a criatividade.
Isso, sem falar na saída de Egídio, um lateral-esquerdo que saiu em baixa da Gávea e deslanchou na Toca, e Nilton, que quebrava um galhaço na cabeça de área e até lá na frente, com seus tiros potentes e suas cabeçadas oportunas.
Retraçar um perfil de campeão nesse time sem grandes investimentos, pois o Cruzeiro não pode se dar a esse luxo, apesar da grana que entrou com as negociações em pauta, vai exigir muito tato por parte do técnico e extrema paciência por parte da torcida e da diretoria, tão acostumadas a navegar em águas azuis.