
Já lá atrás, na estreia do Tricolorzinho, ressaltei o nome do centroavante João Paulo, canhoto, hábil, incisivo e extremamente inteligente na movimentação constante em torno e dentro da área inimiga. Mas, confesso, não esperava esse momento mágico do garoto: um gol olímpico dentro de todas as regras desse lance tão raro no futebol. Gol pra ser recortado e colado no álbum de recordações da Copinha para todo o sempre.
Mas, o bicho não se limitou a esse lance, não. Fez mais dois na goleada tricolor sobre o Galinho, fora o baile, pois do início ao fim, os carijós eram um bando desarvorado, batendo cabeça lá atrás. Um bom time, com alguns jogadores de futuro, como Tabata, por exemplo, mas que entrou em parafuso e permitiu a goleada ao adversário, que passou para as semifinais, onde enfrentará o Timãozinho. Só isso.
Sim, porque este é outro time da Copinha que está embalado e na noite desta terça-feira, apesar das dificuldades, meteu 4 a 2 no São Caetano, graças, sobretudo, ao atacante Gabriel Vasconcelos, sempre oportunista e esperto. E, mais ainda, à Fiel que tocou os brios do time nos momentos mais difíceis da partida.
Antes, foi a vez do Palmeiras, com direito a golaço do menino Gabriel Jesus, um daqueles gols que de tão sofisticados parecem de uma singeleza franciscana. Recebeu rebote do travessão, pela direita, dentro da área, e fez que ia atrasar a bola para um companheiro, antecipando o movimento do beque, que lhe deu o flanco esquerdo, para onde o artilheiro girou e bateu fora do alcance do goleiro do Vitória. Um primor de técnica e percepção.
Enfim, caberá ao Palmeiras pegar o Botafogo de RP, que despachou o Grêmio mais cedo, fechando a presença do Trio de Ferro nas semifinais da Copinha. Resta saber qual estará de fora da festa final. Não me atrevo a prever.
Quanto ao penalt sofrido pelo jogador do São Caetano, não se fala nadica de nada, assim caminha o futebol brasileiro, Alemanha 7 Brasil 1.