A vitória da Seleçãozinha

AFP
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A Seleçãozinha, que há dois dias perdera por inanição para o Uruguai, recuperou-se nesta noite, na Copa Sul-Americana, diante da frágil Venezuela: 2 a 0.

Mas, antes, penou pra chegar às redes dos avinhados. Entre outras coisas, porque o nosso futebol atual, expresso tanto nos clubes quanto nas seleções, parece ser incapaz de praticar o ato básico de tocar a bola. É uma disparada agoniante a todo instante, e bola que vai é bola que vem.

No segundo tempo, já sem nosso melhor jogador, o meia Gérson, o Brasil só tomou pé depois das entradas de Kennedy e de Yuri Mamute. Kennedy, num disparo de fora da área, perpetrou um golaço, e Yuri agitou um bocado lá na frente, até que, numa combinação entre Evangelista e Caju, Gabigol definiu o placar.

Meno male.

2 comentários

  1. Boa noite Sr. Alberto, assistindo o programa do dia 23/01/2015 às 18:00 hs, onde em seu comentário o sr. disse que à causa das brigas entre torcidas é à falta de educação, proveniente da época da ditadura, não sei o sr. mas eu estudei nesta época e tínhamos uma matéria que o sr. sabe muito bem chamada, Educação Moral e Cívica, tínhamos que cantar o Hino Nacional antes do começo das aulas, entrar em fila organizada para à sala de aula, em sinal de respeito levantar-se quando à professora ou qualquer outra pessoa adentra-se à sala de aula, quem acabou com isto na minha opinião foi o Fernando Henrique que no seu primeiro dia como presidente assinou à sua primeira lei, é proibido reprovar no ensino publico, eu também fui à favor da DEMOCRACIA, mas o que me deram foi à “ROUBOCRACIA”.

    1. Meu caro Carlos Ferreira:
      Não vamos confundir civismo com civilidade.
      Civismo é aquele comportamento baseado na paixão pela pátria e seus símbolos – bandeira, hino etc. No geral, fomenta o conceito tribal de que minha turma é melhor do que as outras, escolhida por Deus ou qualquer coisa do gênero. Base, portanto, para ódios estúpidos que terminam em guerra ou na tentativa de exterminar os adversários – aqueles que não comungam da mesma opinião, divindade, cor, fala etc. que a nossa. Substitua esses símbolos pátrios pelos dos clubes de futebol e verá facilmente a similaridade de comportamento desses arruaceiros uniformizados do futebol com o das forças de repressão nos regimes de exceção.
      Civilidade é o conjunto de regras que levam os cidadãos a se respeitarem mutuamente e conviverem em harmonia numa sociedade humana, seja ela de qualquer latitude do planeta, falando que língua for, cada uma com sua cultura e assim por diante.
      A matéria que lhe ensinaram nos tempos da ditadura era a de Educação Moral e Cívica. Isto é: o amigo aprendeu civismo, não civilidade. Aprendeu a amar sua pátria daquela maneira hedionda expressa no slogan popular à época: Brasil, ame-o ou deixe-o.
      Por fim, a Roubocracia não é exclusividade da Democracia. Até hoje não sei se a corrupção é ou não mais antiga do que aquela outra na história da humanidade, sob qualquer regime, desde os faraós até os sistemas mais modernos.
      A diferença é que, numa democracia, o amigo fica sabendo da roubalheira dos poderosos. Numa ditadura, não, porque a imprensa é calada na marra. Se o amigo pensa que não houve corrupção braba durante o regime militar, não sabe nada, inocente.
      Um abraço e obrigado por sua atenção, sempre preciosa

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