Messi, Messi, Messi, gracias pibe!

Foto: Miguel Riopa/AFP
Foto: Miguel Riopa/AFP

De tanto ver vencer a mediocridade, como diria o Cabeção, assistir a Messi jogar é um bálsamo para a alma de qualquer amante do futebol.

Aliás, por falar no Cabeção, se vivo estivesse ainda, teria rasgado o coração com as próprias mãos ao conhecer os resultados da prova de redação do ENEM: de mais de seis milhões de jovens brasileiros, apenas duzentos e cinquenta obtiveram nota 10, enquanto quinhentos mil levaram zero. Povo que não sabe ler nem escrever está fadado a ser escravo do atraso para sempre.

V0ltando a Messi, esse é nota 20. Na verdade, pode não ser eleito o melhor do mundo, isso ou aquilo, mas ninguém se compara a ele na soma de quesitos exigidos de um craque com C maiúsculo. Do meio de campo pra frente, não importa o lado, se mais à frente, mais atrás, pelo meio, armando, infiltrando-se, lançando, dando assistências ou concluindo, até de cabeça, como no primeiro dos três gols marcados hoje contra o La Coruña, Messi é simplesmente incomparável.

Entre outras coisas, porque nenhum outro tem tamanha facilidade em dominar a bola e resolver a situação no espaço mais reduzido possível, cercado de pernas inimigas e até mui amigas.

O segundo gol dele é outro exemplo acabado do que estou dizendo. Recebeu a bola pela meia-direita, na intermediária adversária e lançou pelo alto Neymar, do lado esquerdo. O brasileiro rolou para Suarez, no meio da área. O uruguaio passou um pouco da bola, que resvalou no seu calcanhar e sobrou para dois zagueiros, que atônitos, viram Messi invadir o espaço em alta velocidade, e, num palmo de terreno, dominar, passar pelos dois e encobrir o goleiro com um totozinho genial.

Só me resta parodiar seu ilustre antecessor, Di Stefano: Gracias, pibe!

6 comentários

  1. Caro Alberto:
    Realmente lamentável o atual estágio da educação brasileira. Como disse o senador Cristovão Buarque, a nossa nação tupiniquim não deveria lamentar tanto, no campo do futebol, o “Alemanha 7 x 1 Brasil”, quanto o “Alemanha 99 x 0 Brasil”, no campeonato do Prêmio Nobel. Lamentamos a perda da única hegemonia que acreditávamos deter, que atuava como um placebo para aplacar a dor de prescindirmos daquilo que realmente importa: segurança, saúde e, a chave para obter as duas primeiras, educação.
    Com relação ao Messi, na minha opinião, é o maior craque que o planeta já viu jogar. Que me desculpem os mais conservadores, mas é impossível não compara-lo ao Pelé e nos questionar se o “Rei” jogasse hoje, com a evolução do nível atlético e tático do futebol romântico para o atual profissionalismo que teriam os seus concorrentes, será que ele faria tudo o que fez? Sei que a tese é controversa, mas se nos despirmos do bairrismo, temos que considerar, ao menos plausível, a ideia de que o futebol evoluiu e que, talvez, a arte tão superior de outros tempo contava com uma marcação mais frouxa, um preparo atlético amador e uma disposição tática mais ingênua. Enfim, mesmo tendo sido escolhido o português, Cristiano Ronaldo, o melhor do mundo (com méritos), pelo conjunto da obra, o Messi me agrada mais.
    Grande abraço e continue nos brindando com suas postagens inteligentes e agradáveis.

    1. Meu caro Ferreira. Não sei se o amigo chegou a ver Pelé em ação. Eu vi, do início ao fim da carreira. Nada, nem ninguém é comparável a Pelé, e aqui não entra saudosismo, bairrismo e outros ismos que não me comovem nem movem. O futebol atual emprega mais força física do que o dos tempos de Pelé, isso é inegável. Sucede que Pelé era um prodígio físico, independentemente do talento inigualável. Logo se o amigo quiser transplantá-lo para a época atual terá de municiá-lo de todos os elementos que cercam a formação de um jogador de hoje: toda a tecnologia em torno do preparação física, alimentação, os campos imensamente mais bem assentados do que os de seu tempo, a bola, as chuteiras, as camisas, todo esse artefato que evoluiram magicamente desde os tempos de Pelé.
      Ouso dizer que hoje Pelé seria ainda melhor do que o foi em seu tempo e para todo o sempre.

      1. Alberto:
        Respeito o seu ponto de vista, mas talvez por não ter visto com meus próprios olhos e não haver sido submetido à magia do jogo ao vivo, prefiro manter meu ceticismo. Não nego que os apetrechos, a bola e as condições dos gramados possam ser melhores hoje, mas ainda assim – do meu humilde ponto de vista – são variáveis que perdem para a condição física e tática superior dos dias atuais. Mesmo porque, não há como garantirmos que o senhor Edson, caso submetido aos tratamentos modernos da fisiologia esportiva, poderia desenvolver-se acima do ele mesmo foi em sua época. Não obstante, peço que me perdoe a afronta, pois reconheço que sempre duvido do meu próprio raciocínio quando dialogo com uma inteligência superior à minha.
        Felizmente, o que está em jogo aqui é uma mera questão de opinião, a qual não terá jamais um peso absoluto, mas sim relativo de acordo com cada individualidade.
        Grande abraço, sou seu fã.

  2. Bom dia a todos!

    Falando de Futebol.

    Quando falamos de futebol, nos remetemos aos bons tempos em que o futebol brasileiro era a tônica no mundo contemporâneo, onde todas as equipes do mundo respeitavam a “amarelinha”.
    Infelizmente, com os desmandos e falta de competência dos dirigentes da maioria dos clubes brasileiros e principalmente da seleção brasileira com ênfase aos dirigentes da CBF, o futebol brasileiro atravessa neste momento uma das piores crises e ninguém mais o respeita futebolisticamente falando, pois qualquer seleção ou time ganha fácil quando nos enfrenta dentro das quatro linhas.

    Pergunta-se: Até quando nós iremos assistir a tudo isso sem nada fazer para salvar nossa principal diversão?

    Pensem nisso!

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