Real, óbvio, sem milagres

Foto: Javier Soriano/Gazeta Press
Foto: Javier Soriano/Gazeta Press

Simplesmente ridícula a participação do presidente da Fifa, Josep Blatter, na abertura da decisão do Mundial de Clubes, em Marrakesh. Bastava escoltar o príncipe do Marrocos, um menino de expressão vazia, no tradicional aperto de mão aos times perfilados e aos árbitros. Mas, não, parecia uma daquelas assistentes de produção reunindo aqui e ali cenas com o menino posando com o Real, os juízes, o San Lorenzo, constrangedor.

Mas, enfim, bola rolando, deu Real: 2 a 0, gols de Sérgio Ramos e de Bale.

Claro. E só não foi de mais porque os argentinos jogaram na retranca mais feroz, baixaram o cacete, como lhes é de hábito e tentaram a todo custo dobrar o juiz, essas sud-americanides de praxe. Mas, o Real enfrentou a retranca dobrada do San Lorenzo com o talento de um Kroos, de um James Rodriguez, um CR7, um Benzema, um Bale,  essa turma toda, mesmo que à meia força. E venceu.

Afinal, o Papa não faz milagres, como previa a nossa crônica esportiva por aí.

O Papa está no seu trono para reger a ordem dos católicos na Terra. Como seus seguidores devem se conduzir, de acordo com as leis canônicas. E, de quebra, contribuir para a paz mundial, o que Francisco vem cumprindo à risca até agora.

Em relação ao jogo, ele foi apenas mais um dos milhões telespectadores do mundo a assistir o que estava escrito nas estrelas desde quinze minutos antes da Criação, como diria Nélson Rodrigues – a vitória inevitável do Real, lídimo campeão do mundo.

 

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