Os melhores do ano

AFP
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Nesta época do ano, pululam por aí as bolas de prata, ouro e latão, os prêmios para os melhores do ano, a seleção da temporada e tal e cousa e lousa e maripousa.

Pois, entao me permita o amigo meter minha colher de pau nessa panela. E de lá extrair a receita do que de melhor vi no futebol brasileiro do ano que se finda.

No gol, tivemos vários destaques. Jefferson, que mesmo com seu Botafogo caindo para a Segundona, operou milagres, além de ganhar a posição de titular da Seleção Brasileira, Victor, Fábio e Diego Cavalieri, embora abaixo da temporada passada. Mas, o principal protagonista nesse papel foi, sem dúvida, Rogério Ceni, o goleiro-goleador, por tudo que cercou sua participação neste ano que seria o derradeiro de sua carreira e acabou não sendo no final. Mas, sobretudo, por ter sido essencial na conquista do vice tricolor.

Nas laterais, Marcos Rocha e Mayke, pela direita; Zé Roberto e Egídio, pela esquerda. Fico com o eterno e múltiplo Zé Roberto, que voltou com alto desempenho à sua posição original, quase quarentão, para cumprir à risca todas as funções que muito garoto não consegue – marcar, armar e atacar pela esquerda, o tempo todo e em inexplicável velocidade. E, na direita, o menino Mayke, do Cruzeiro, beirando a perfeição tão jovem, ainda.

No miolo da zaga, dois jovens chamaram a atenção na fase final do Brasileirão: Geromel, do Grêmio, e Jemerson, do Galo. Mas, fico com Gil e o veterano Edu Dracena, que, depois de longa ausência por contusão, voltou e fechou a área santista.

No meio de campo não tem essa de dois volantes, não. Um só, e esse se chama Arouca, um prodígio de constância e versatilidade. Mas, vale um alô para o garoto Lucas Silva, do Cruzeiro, que, mal ascendeu ao time titular e já está de partida para a Europa, dizem.

Quanto aos meias, Everton Ribeiro, óbvio, o maestro do bicampeão, Ganso, D’Alessandro, Ricardo Goulart, Lucas Lima e Luan, do Galo, embora o do Grêmio também merecesse menção. Os três escolhidos são Everton, Ganso e Ricardo Goulart.

No ataque, Tardelli, disparado, disputando o melhor do campeonato com Everton Ribeiro, e Guerrero. Mas, não posso esquecer completamente os números que colocam Fred e Henrique no topo da artilharia.

De qualquer forma, ficamos assim: Rogério; Mayke, Gil, Edu Dracena e Zé Roberto; Arouca, Everton, Ganso e Ricardo Goulart; Tardelli e Guerrero.

8 comentários

  1. O Jeferson foi rebaixado, tomou quase 50 gols!
    O Rogério Ceni fez tomou uns 3 ou 4 frangassos e passou o ano pendurado numa aposentadoria fajuta e só por isso ganhou holofotes!
    Não nego suas qualidades, mas eles não foram, nem de perto próximo do nível Marcelo Groeh e do Fábio, jogaram muito mais!
    Fala sério!

  2. Tá explicado porque o meu Corinthians não foi melhor, defesa e ataque escolhido, faltou o meio campo, assim formaria a espinha dorsal de todo o time que quer ser campeão , não é?. Um grande abraço…

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