
É a Lei de Murphy: se tudo indicava que daria Inter, só podia dar Inter – 3 a 1 , com direito a um golaço de Valdívia, o cover do chileno ausente.
E, se o disparo fatal do Valdívia colorado no ângulo definiu o placar, um bafafá coletivo encerrou o jogo sem a presença da bola, que agradeceu comovida, pois rolou imediatamente para a enfermaria a fim de cuidar das escoriações sofridas durante toda a partida.
Sim, porque tanto Inter quanto Palmeiras maltrataram a bichinha por mais de 90 minutos. Foi uma sucessão de passes errados, pancadas, rasteiras, empurrões, como pouco se vê por aí. Isso, com direito a duas expulsões claras e uma obscura. Alione foi pro chuveiro mais cedo, no segundo tempo. e Bruno César, no fim, ao acender o estopim de Fabrício, que não sei ainda se foi ou não condecorado com o vermelho. Só sei que o bicho ensandeceu e teve de ser contido a muque por toda a sua equipe, mais o técnico Abelão.
Lambança geral, estimulada pela péssima arbitragem de um juiz cheio de maneirismos e nenhuma autoridade. Dizem que é da Fifa… Meu Deus!
O fato é que o Palmeiras entrou em campo entrincheirado, com três zagueiros de área, três volantes e dois laterais que só saíam na boa. Mais à frente, os solitários Alione e Henrique. E até que o argentino Alione conseguia se mexer bem, tentando ligar a retranca ao ataque, enquanto o Inter penava para armar alguma jogada ofensiva mais tensa. Mesmo assim, Fabrício perdeu gol certo aos 18, para o menino Taiberson abrir a contagem num tiro longo desviado por Marcelo Oliveira,aos 23.
E, quando se esperava uma blitz avassaladora do Colorado, o Verdão foi lá, e, com um belo cabeceio de Renato, empatou, aos 37 minutos.
No segundo tempo, o Palmeiras estufou o peito e resolveu encarar de frente o Inter, e o jogo passou a correr sobre o fio da navalha, lá e cá, até que Fabrício, de cabeça, desempatasse, aos 20 minutos. Por fim, aos 34, aquele balaço de Valdívia, o falso, encerrou o papo e prenunciou a sessão de pugilato. Que, por sinal, foi além do campo e da partida finda, com o zagueiro Lúcio, autor de claro pontapé na roda de sopapos em Fabrício, desacatando o repórter de tv que apenas lhe perguntou o que tinha acontecido lá.
E não é que o Palmeiras tem um coach, como andam chamando esse novo tipo de profissional contratado para cuidar da mente dos jogadores sem ser psicólogo, padre, pai de santo ou mesmo o convencional motivador, outra profissão da moda?
Bem, de qualquer forma, ainda resta um fio de esperança para o Verdão se manter na Primeirona, enquanto o Inter carimbava seu passaporte para a Libertadores, com boas chances de ir direto para a fase de grupos do torneio.
Vai depender do Corinthians, que enfrenta um Fluminense já sem chances no G-4, no Maracanã, nesta tarde de domingo. Um Corinthians que parece ter pego no breu neste final de temporada. Quem sabe a Lei de Murphy não seja obedecida de novo?