
O primeiro tempo do clássico, no Pantanal, foi um longo bocejo.
O São Paulo, com seu mistão improvisado, não revelava o menor poder de criação, e o Santos, com seus três volantes, idem, com batatas. E toda emoção se resumiu naquela bola que ficou pipocando na área do Peixe e que acabou dando em nada.
No intervalo, o Santos desfez o malfeito, com a saída de Souza e a entrada de Geuvânio em seu lugar, além da troca de Gabriel por Thiago Ribeiro.
Por seu lado, o Tricolor substituiu Pato, sentindo dores no lombo por uma queda de mau jeito, por Luís Fabiano.
E o efeito foi imediato: o Santos passou a tocar a bola com mais ciência, e Geuvânio logo chegou na cara de Rogério, em falha de Edson Silva. Bola fora, mas perigo plantado no ar.
A resposta veio de imediato, aos 10 minutos, com uma investida de Boschillia pela esquerda, o tiro cruzado e rasteiro.: 1 a 0!
Pois, eis o Peixe voltando à carga: bola no travessão de Rogério, Caju. em calcanhar de Robinho, batendo fraco, frente á frente com Rogério, e Lucas Lima, varando toda a defesa tricolor, para o disparo final murchar nas mãos do goleiro.
E assim foi, lá e cá, de preferência no ataque do Santos, que desperdiçou cerca de três chances a mais.
Com essa vitória, o São Paulo garante sua passagem pela Libertadores, independentemente do desfecho da Sul-Americana.
Nada mal para um time que, de fato, montado a partir do segundo quarto do Brasileirão.