
Foi uma abertura de gala da rodada deste fim de semana do Brasileirão, no Beira-Rio, lotado e animadíssimo.
No gramado, os titulares do Inter tiveram de rebolar muito para bater os meninos do Galo, já que o técnico Levir Culpi decidiu poupar a maioria dos seus principais jogadores, com vistas à decisão da Copa do Brasil diante do rival Cruzeiro. E só conseguiram chegar à vitória no último lance da partida, já descontos esgotados, com a chegada de Fabrício pela esquerda e o tiro rasteiro que varou a meta de Victor, até então um esteio do Galo.
Sim, porque o goleiro do Atlético pegou, por baixo, duas bolas incríveis.
Isso não quer dizer, porém, que o Inter imprimiu um sufoco irresistível sobre o adversário ou coisa do tipo. Nada disso. O jogo foi pau a pau. Diria mesmo que a velocidade no toque de bola do Galo foi até mais envolvente e vistoso do que as investidas do Inter, um tanto desordenadas pela tensão vinda da galera colorada.
O Inter abriu o placar com Rafael Moura, logo no começo do jogo, e sofreu o empate em pênalti convertido por Dodô. Aliás, por falar em pênalti, o juiz deixou de marcar dois a favor do Galo – um empurrão em Eduardo e uma bola rebatida pelas mãos do zagueiro de vermelho.
De qualquer jeito, o Inter tomou o lugar do Galo no G-4. E, mais do que isso, ficou três pontos à frente do Grêmio, seu inimigo histórico, que luta amanhã pra chegar lá contra o Corinthians, agora, o quarto colocado.
Essa briga vai até o apito final do Brasileirão, creia.