Messi, Neymar, Robben, CR7, Rooney…

Mais um recorde desse extraordinário Messi: com seus três gols na goleada por 5 a 1 sobre o Sevilha, neste sábado, o argentino bateu por dois gols a marca de maior artilheiro do campeonato espanhol em todos os tempos, atingida há sessenta anos por Telmo Zarra.

Mas, não alcançou a artilharia maior de seu time neste campeonato, ficando a um gol dos onze conquistados até aqui por Neymar, que marcou um e deu duas belas assistências a Messi.

E dizer que, na chegada de Neymar, Cruyjff vaticinou que ambos não conseguiriam jogar juntos – segundo o holandês, uma das legendas do Barça, um tentaria comer o outro e o Barça pagaria a conta. Ao contrário: Neymar e Messi se procuram o tempo todo em campo e os dois estão se transformando numa dupla gêmea na fome de comer quem vier pela frente, isso, sim.

Pouco antes, o Real meteria 4 a 0 no modesto Eibar, com direito a dois gols de Ronaldo Cristiano, que já se adiantou a Neymar na artilharia espanhola e persegue os recordes de Messi, o que ainda mais cravou a disputa entre o português e o argentino pelo título de melhor do mundo nesta temporada.

É que a turma parece não levar em conta a espetacular campanha do holandês Robben, tanto na sua Seleção quanto no Bayern, que também meteu quatro gols neste sábado, desta vez, sobre o Hoffenhein do nosso Firmino. E que golaço marcou o Robben, de cavadinha!

O curioso, para não dizer emblemático, tão gasto hoje em dia, é que Barça, Real e Bayern jogam no mesmo estilo, um óbvio 4-3-3, bola rolando de pé em pé, pleno domínio dos espaços e do tempo, e sempre em direção ao gol inimigo. É isso que nossos jovens comentaristas chamam de futebol moderno, a antítese daquela coisa que jogamos por aqui. Isso, porque não tiveram a graça de ver como jogávamos antes do advento do tal futebol de resultados.

Assim como costuma jogar o Arsenal de Wenger, que, mesmo derrotado no clássico com o Manchester United, nos ofereceu um espetáculo primoroso, além de emocionante.

Dominou a partida de cabo a rabo e só não chegou ao paroxismo porque o goleiro De Gea fechou o gol.

E, no contragolpe, os Diabos Vemrelhos, vestidos de azul, fizeram 2 a o, em duas investidas de Di Maria e Rooney, sem contar uma terceira, em que o argentino desperdiçou na cara do goleiro, sem marcação alguma.

Mas, como o campeonato inglês segue à risca a máxima do Chacrinha, segundo a qual o jogo só acaba quando termina, o Arsenal reduziu no finzinho e quase chega ao empate.

Depois, de um sábado tão saboroso, preparo-me para o purgante nacional.

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