Raposa esperta, essa…

Lucas Uebel/GFBPA
Lucas Uebel/GFBPA

Bola rolando, falei com meu botões: “Desta, a Raposa não escapa”. Sim, porque o Grêmio partiu pra cima, estimulado por uma torcida delirante e por um grupo de excelentes jogadores, fez seu gol logo aos 14 minutos com Riveros e tudo indicava que seria um massacre. Entre outras coisas, porque o Cruzeiro parecia assustado, encolhido em seu campo, incapaz de sair jogando ao estilo que o levou às portas do título brasileiro pela segunda vez consecutiva.

O Grêmio, porém, com seus três volantes ao modelito Felipão, apertou mas só fez a Raposa gemer.

Na volta do intervalo, porém, meu! O Cruzeiro vestiu o manto azul de campeão, encurralou o adversário no campo contrário, e virou a Arena Grêmio de ponta-cabeça. Primeiro, foi o artilheiro Ricardo Goulart; depois, o craque Everton Ribeiro, em rápido contragolpe que surgiu sozinho diante de Grohe para tocar no canto: 2 a 1.

Entre um e outro, Barcos, na risca da pequena área desperdiçou a maior chance da partida. Ou melhor: Fábio fez uma defesa espetacular.

O Grêmio recorreu a todas as suas alternativas no banco, em vão. Já o Cruzeiro, que também fez três substituições, acertou na mosca com a entrada do jovem Mayke, pela lateral-direita, no lugar de Ceará, machucado. Por ali, o Cruzeiro criou suas melhores oportunidades e dobrou o time que, pelas circunstâncias (cansaço e desfalques do campeão somados ao campo desfavorável e à ascensão do adversário), tinha tudo para desbancá-lo.

Daqui pra frente é só contar o tempo.

 

 

 

 

 

 

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