Galo, com as mãos e com os pés

AFP
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Desde os tempos de Djalma Santos, o Mito,  que nenhum outro jogador brasileiro cobra laterais como Marcos Rocha, verdadeiros escanteios com as mãos, que já resultaram em gols decisivos, diga-se. Só pra lembrar, aquele de Ronaldinho Gaúcho em Ceni, um verdadeiro show de malandragem.

Pois na noite desta quarta-feira, em jogo disputado sobre o fio da navalha, repetiu o feito, no segundo gol do Galo sobre a Raposa, o gol que poderá ser o do título, dependendo do que venha a ocorrer no Mineirão, na segunda fase da disputa pelo título da Copa do Brasil: aos 14 minutos do segundo tempo, Marcos Rocha, que já havia feito cobrança similar, colocou a bola na zona da confusão, que foi aparada por Carlos para o disparo fatal de Dátolo.

Já, então, desde a primeira etapa, o Galo vencia por 1 a 0, em gol irregular de Luan, embora de bela feitura, pois o atacante carijó estava em posição de impedimento quando o mesmo Marcos Rocha alçou a bola para a área, desta vez, com o pé direito.

O fato é que o bandeira não assinalou nada, como não assinalaria toque de Jemerson, no segundo período, de acordo com o que o que diz a nova instrução a respeito. e assim o Galo saiu do Independência de crista alta para o jogo decisivo no Maracanã. Mesmo porque o Galo está conseguindo a proeza de aliar aos seus pés, além do talento de um Tardelli, de um Dátolo, a disposição anímica e física de autênticos gladiadores, numa partida, que, embora tensa e corrida, rolou sem muitas faltas e confusões próprias do atual futebol brasileiro.

O que ainda mais glorifica o jogo jogado pelos mineiros, uma lição para o resto do país.

Já no Morumbi, ao contrário: muitas faltas e uma expulsão, a de Fabrício, no nervoso e interessante confronto entre Inter e São Paulo, também tisnado por um gol em impedimento, o de Paulão, para o Inter, no primeiro tempo.

Mas, logo no comecinho do segundo, Hudson cruzou certo uma e Luís Fabuloso, com seu proverbial oportunismo, tocou de pé direito para as redes coloradas.

De resto, foi o Tricolor tentando desempatar, na base do coração mais do que na técnica, e o Inter segurando as pontas lá atrás.

Melhor para o Inter, neste jogo adiantado da 35a. rodada do Brasileirão, que caminha decididamente para a Toca da Raposa.

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