
Tava aquela chatice de sempre, uma feira livre de passes errados, uma faltinha atrás de outra, até que, numa dessas, Oswaldo levantou para Luís Fabiano, de ombro, abrir a contagem: 1 a 0 para o São Paulo contra o Vitória, no Barradão.
É verdade que o São Paulo entrou em campo com alguns desfalques importantes, como Kaká, Michel Bastos e Kardec, poupados, e Pato, aind machucado. Mas, não o suficiente para enfraquecê-lo além da conta.
Bola vai, bola vem, sem muito rumo e emoção, até que Denílson, lá pelos 37 minutos, acerta um petardo no travessão rubro-negro. Mas, o fato é que a bola está mesmo muito mais tempo nos pés do Vitória, que investe no ataque com maior frequência do que o adversário. Nada, porém, capaz de eriçar os pelos do gato do torcedor.
A não ser esse lance, logo no início do segundo tempo, quando Rogério faz dupla defesa em chutes à queima-roupa. E… E quando a turma tricolor festejava o pequeno milagre, eis Kadu disparando do meio da rua bola que Rogério procura, procura, mas não acha: 1 a 1.
E não fica por aí, não. Pois, Vinicius – aquele, ex-Palmeiras – arranca pela direita e bate, trave!
O negócio tá preto pro Tricolor. Então, chama o Michel Bastos, que entra no lugar de Ademílson, até então inútil.
O Tricolor acorda, Ganso atira de fora da área, o goleiro defende; logo em seguida, é a vez de Denílson, nova defesa providencial. Mas, o Vitória responde com Vinicius, por cima, cara a cara.
Então, entra Kaká, sai Oswaldo. Assim como sai Vinícius dos gols perdidos.
E não é que o Kaká desempata, em sábia assistência de Luís Fabiano que o deixou sozinho diante do gol? Ou melhor: assistência da assistência dada pelo beque rubro-negro, que escorregou e rolou a bola para Fabuloso fazer a jogada fatal: 2 a 1.
O jogo, que já estava animado, acelerou-se para diminuir de intensidade no fim, com os dois já dando sinais de cansaço. Mas, não sem antes Rogério Ceni fechar mais uma vez a sua meta, diante de Wellington, mano a mano.
E assim, o Tricolor mantém-se firme na vice-liderança com as possibilidades de praxe de ainda sonhar com o título.