Noite de Dodô no campo de Valdívia

Fernando Dantas/Gazeta Press
Fernando Dantas/Gazeta Press

Depois da deliciosa tarde de sábado passeando pelo que há de mais atraente nos campos da Europa, sou forçado, por dever de ofício, a assistir a esse Palmeiras e Atlético. Quer dizer: o Palmeiras de Valdívia contra o misto do Galo, recheado de garotos.

Valdívia, como de resto o time todo o time do Verdão, foi mal, sem inspiração, errando passes, um atrás de outro, o que isolou de vez Henrique, o artilheiro, dos demais companheiros. Resultado: com exceção dos minutos finais, quando o Verdão avançou mais suas linhas (ou terá sido o Galo que recuou a fim de manter a vantagem de 2 a 0?) e deu a sensação de que poderia, pelo menos, chegar ao seu gol de honra, o Galo foi sempre melhor.

Por seu lado, também sem muita criatividade mas com suficiente entendimento mútuo para manter a bola no campo adversário a maior parte do tempo, o Galo, se não tinha Tardelli, contava com o menino Dodô. Longe de mim comparar o talento de ambos. Mas, é que Dodô acabou sendo o centro da vitória atleticana.

No primeiro tempo, cobrou falta da direita na cabeça de Tiago, que abriu o placar. No segundo, marcou um golaço. Começou a jogada na intermediária verde, abriu para a esquerda, recebeu de volta na entrada da área, onde, com um rolinho, tirou dois zagueiros de sua frente, e fuzilou no canto de Prass.

Assim, o Galo arrombou as portas do G-4, de onde não deverá sair facilmente, não, enquanto o Palmeiras segue ainda espiando às suas costas a linha que separa os sobreviventes dos fadados à queda fatal.

Ainda mais que o Coritiba, ao bater o Fluminense, em casa, por 1 a 0, gol de Joel, conseguiu dar um passo pra fora da zona da morte.

Já o Flu, com esse resultado, caiu fora da área da Libertadores, algo que não faz justiça à excelência de seu elenco, mas, que confirma a sua incapacidade de reproduzir isso em campo com a frequência devida.

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