
Olhe que já vi, nestes últimos sessenta anos, todos os craques inexcedíveis da história do futebol, muitos deles transformados justamente em mitos, como Zizinho, Puskas, Di Stefano, Eusébio, Cruyjjff, Garrincha, Maradona e tantos outros (Pelé fora, que este, como sempre diz Pepe, é de outro planeta). Mas, esse Messi me preenche o prazer de ainda ver futebol.
É, simplesmente, incrível a capacidade que esse moço tem de manter a bola colada àquele seu pé esquerdo encantado. Pode estar cercado por dois, três, quatro adversários, e ele segue com o controle da bola, cavando espaços ínfimos onde só há congestionamento. E, quando não dispara em direção ao gol, acha um companheiro em situação privilegiada com um passe insuspeitado.
E assim vai criando espaços, desenhando surpresas no ar e no gramado e batendo recordes, um atrás do outro, mesmo na fase mais discreta de sua carreira, como agora. Hoje mesmo, contra o Ajax em Amsterdã, alcançou o recorde de Raul Madrid como maior artilheiro da história da Liga dos Campeões, com 71 gols, um a mais do que Cristiano Ronaldo, outro fenômeno da atualidade, seu rival nessa disputa paralela.
Isso, com um número menor de partida do que Raul e Cristiano, coisa de 90 jogos contra 106 de CR7 e 124 de Raul.
Um prodígio!