A ilógica dos cartolas

Fernando Dantas/Gazeta Press
Fernando Dantas/Gazeta Press

A Federação Paulista de Futebol anunciou o resultado do sorteio de grupos do próximo Paulistão, que muda de feitio mas ainda é espaçoso demais.

São quatro grupos de cinco clubes, com São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos encabeçando cada um deles. Até aí, tudo bem.

O enrosco começa no processo de seleção dos que ficarão para as quartas de final, pois os times não jogarão contra os do próprio grupo.

É um contrassenso, como quase tudo que essa gente faz. Afinal, você apura quem é o melhor do seu grupo sem jogar contra eles. Como assim? Eu disputo uma vaga com você, mas não disputo com você e sim com o seu vizinho? Dá pra entender?

O lógico seria exatamente o oposto: só jogo com meus adversários do próprio grupo durante um turno curto e emocionante pois a diferença do primeiro colocado para o último será sempre próxima o suficiente para uma reviravolta até na última rodada. Os campeões de cada grupo, então, disputariam o título do turno, e assim sucessivamente.Para o (s) turno (s) seguinte (s) – isso dependeria das datas disponíveis -, rodízio de grupos, com os mesmos cabeças de chave. Simples, funcional e justo.

O sentido do mata-mata, então, estaria presente o tempo todo e a duração do torneio poderia ser reduzida drasticamente, abrindo espaço para o resto do calendário, que, no próximo ano será igualmente insano com a realização da Copa América.

Mas, vá enfiar isso na cabeça desses nossos cartolas.

2 comentários

  1. Caro Alberto:
    Até onde sei, a FPF teve de repetir o formato do ano passado cumprindo lei que a obriga a realizar no mínimo dois campeonatos seguidos quando se muda um formato de disputa. Não havia possibilidade de alteração.
    Quanto ao sistema, acho que há justiça, pois todos os clubes de um grupo jogam igualmente contra 15 adversários, classificando-se os 2 melhores de cada grupo, que se enfrentam.
    Jogar somente dentro dos grupos representa a pá de cal no futebol do Interior (22 mi de habitantes, sem contar a Gde SP).
    Para mim, a solução para o calendário é muito simples (talvez por isso mesmo não seja adotada): disputar um campeonato em cada semestre (logo, o Brasileirão é que está muito comprido e não os estaduais, que estão, estes sim, num tamanho apropriado, “cabendo” em um semestre).
    Pesquisei os campeões desde 2003 (todos contra todos, em 2 turnos) e verifiquei que, na maioria das vezes, o “campeão” do turno foi o campeão final. Então, para que o 2º turno? Seriam apenas 19 rodadas em 19 semanas, um jogo por semana para cada clube, como deve ser, devido às distâncias e mudanças climáticas (que não existem nos estaduais).
    Fica a sugestão.
    Abraços
    Olavo Leal

  2. Caro Alberto:
    Até onde sei, a FPF teve de repetir o formato do ano passado cumprindo lei que a obriga a realizar no mínimo dois campeonatos seguidos quando se muda um formato de disputa. Não havia possibilidade de alteração.
    Quanto ao sistema, acho que há justiça, pois todos os clubes de um grupo jogam igualmente contra 15 adversários, classificando-se os 2 melhores de cada grupo, que se enfrentam.
    Jogar somente dentro dos grupos representa a pá de cal no futebol do Interior (22 mi de habitantes, sem contar a Gde SP).
    Para mim, a solução para o calendário é muito simples (talvez por isso mesmo não seja adotada): disputar um campeonato em cada semestre (logo, o Brasileirão é que está muito comprido e não os estaduais, que estão, estes sim, num tamanho apropriado, “cabendo” em um semestre).
    Pesquisei os nacionais desde 2003 (todos contra todos, em 2 turnos) e verifiquei que, na maioria das vezes, o “campeão” do turno foi o campeão final. Então, para que o 2º turno? Seriam apenas 19 rodadas, disputadas em 19 semanas, uma rodada por semana, como requer um torneio com viagens tão longas e tantas mudanças de clima (fatos que não ocorrem nos estaduais). No ano seguinte, seria obrigatória a inversão dos mandos dos times que se mantiveram na Série A.
    Estaduais de Fevereiro a Maio; Brasileirão de Agosto a Dezembro; férias e pré-temporada no meio do ano; mini-pré-temporada em Janeiro, antes dos estaduais.
    Abraços
    Olavo Leal

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