Grilo na goleada tricolor

Fernando Dantas/Gazeta Press
Fernando Dantas/Gazeta Press

Êta jogo doidinho esse, meu!

O São Paulo demorou doze minutos de bola rolando para contornar a retranca do Emelec e abrir a contagem, com Michel Bastos acertando um tiro seco no canto, depois de boa troca de passes entre Kaká e Maicon. E mais vinte minutos para fazer o segundo, que nasceu de um passe genial de Ganso para Kaká trombar com um beque na área e, na sobra, Hudson empurrar às redes.

Pouco antes de o juiz apitar o final desse período novamente Ganso arma um contragolpe deixando Kaká livre na área; de Kaká para Kardec, que limpa e bate: 3 a 0. Tudo indicava que a goleada viria no segundo tempo, assim, ó, num beiço.

Eis, porém, que no intervalo Muricy toma a decisão fatal: saca o meia Maicon para a entrada de Antônio Carlos e a consequente passagem de Paulo Miranda para a lateral-direita e Hudson para o meio de campo. Foi uma verdadeira tragédia. Logo aos 2 minutos, Paulo Miranda cobra mal um lateral e Bolaños surge sozinho na cara de Rogério Ceni: 3 a 1. Sete minutos depois, foi a vez de Mena vazar pela segunda vez a meta tricolor.

Não sei se Maicon saiu por lesão, por cartão ou por precaução de Muricy que queria, logicamente, evitar qualquer gol que poderia ser decisivo no jogo da volta, e, por isso, quis reforçar a defe3sa. Só sei que o time se desorganizou de tal maneira que só foi se aprumar um pouco lá pelos 24 minutos quando Antônio Carlos, de cabeça, aproveitou levantamento de Hudson e emplacou o resultado final de 4 a 2.

É verdade que Bolaños perdeu outro gol feito, antes do apito final, em mais uma defesa providencial de Rogério Ceni. Mas, aí9 a vaca equatoriana já havia se atolado.

Ainda bem para o São Paulo, que vai a Guaiaquil, na semana que vem com uma boa vantagem, mas com um grilo apitando no seu ouvido sem parar.

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