
Ainda outro dia falei aqui sobre a conveniência de Dunga chamar alguns daquela legião de brasileiros que compõem praticamente um time todo do Shaktar Donestik. E citei, especificamente, o centroavante Luiz Adriano e o meia Douglas Costa, atacantes revelados, respectivamente, por Inter e Grêmio e que já estão por lá há um bom tempo jogando uma bola redondinha.
Douglas já teve chance com Mano, lá atrás. Não correspondeu. Mas, sacumé, garoto amadurece. E, com essa escassez de meias de alta qualidade, vale a pena sempre testar novamente.
Luiz Adriano, por sua vez, acaba de alcançar recorde de gols numa só partida na Liga dos Campeões, e isso deve ter contribuído para sua chamada agora à Seleção. Mas, não é de agora que o rapaz vem marcando gols e se destacando no clube ucraniano. Mesmo porque seu estilo de jogar, em velocidade e tocando a bola quando necessário, se ajusta aos novos padrões adotados por Dunga no time nacional para as funções de centroavante.
A grande surpresa foi mesmo a convocação de Roberto Firmino, que, confesso, não lembro de ter visto em ação no Offenheim da Alemanha. Só sei que é um desses meninos que partem cedo daqui para se aventurar na Europa, usa a camisa 10, é meia ofensivo, e que tirou o quarto lugar na artilharia alemã da última temporada. É de se ver antes de opinar.
Interessante é a chamada de volta de dois que pareciam fora de todos os planos da Seleção: Lucas, do PSG, e Casemiro, ex-São Paulo e agora do Real emprestado ao Porto, onde é titular absoluto. São dois jovens que prometeram muito, tiveram um queda e agora começam a se recuperar em seus respectivos clubes.
De resto é mais ou menos aquilo mesmo, sem os que atuam no Brasil, com uma nova perspectiva para a meta, posição a ser disputada por Rafael, Neto e Diego Alves, na ausência de Jefferson que vai se firmando como titular.
Enfim, como se trata mesmo de dois joguinhos caça-níqueis da Seleção, vale pelo menos experimentar algumas caras novas. Quem sabe?