Rodada cheia de dedos

Foto: Alex Silva/Photocamera
Clássico cheio de dedos: Inter e Flu, dois candidatos sérios a uma vaga na Libertadores e até ao título
O clássico mais cheio de dedos da rodada do Brasileirão neste fim de semana é, sem dúvida, Inter e Flu, dois candidatos sérios a uma vaga na Libertadores, se não ao título em certos pontos dessa trajetória, que caminham sobre o fio da navalha.

O Inter vem da mais vexaminosa goleada sofrida em sua história: 5 a 0 para a Chapecoense, que se arrasta lá no fundo da tabela. E o Fluminense parece ter entrado em entropia desde que a fonte inesgotável da Unimed secou feito a Cantareira. Resultado: Abel Braga e Cristóvão estão na marca do pênalti. Quem perder…

O Inter tem a vantagem de jogar em casa. Mas, nas atuais circunstâncias, será mesmo uma vantagem? E, se a torcida, ferida pelo resultado do meio de semana, jogar contra? É de se ver.

Para quem o campo não fará diferença é o Corinthians, que pegará nesta noite o Botafogo na Arena Amazônia, em Manaus, onde, certamente terá muito mais torcida do que teria no Maracanã. Maracanã que seria um aliado do Botafogo, no plano afetivo, pois a torcida alvinegra tem apoiado a equipe, apesar da triste campanha. Mas, a crise é tal que o Glorioso resolveu vender seu mando de campo, perdendo assim seu maior trunfo nesta temporada desastrosa.

Resta-lhe apegar-se ao  currículo recente dos encontros entre esses dois grandões em que o Botafogo leva nítida vantagem sobre o Corinthians. Currículo, entretanto, aponta para o passado. E no presente, neste exato momento, apesar de todos os desfalques, o Timão é outro, mais motivado pelos recentes resultados positivos.

Ainda hoje teremos outro clássico nacional: Palmeiras e Grêmio. E, neste, o campo conta muito. Entre outras coisas, porque a torcida verde não deverá dar sossego a dois ex-ídolos caídos: Felipão e Barcos. Felipão porque levou o Palmeiras à beira do precipício e escafedeu-se antes da queda fatal. Barcos, porque desprezou o clube que o amava.

Mas, o fato é que o Grêmio tem melhor elenco e está mais bem entrosado do que o Palmeiras, que só agora, com as voltas de Fernando Prass, Wesley e Valdívia, começa a tomar forma e consistência.

Bem, se a questão é mando de jogo, todo mundo sabe: caiu no Horto, tá morto. Sei não. Sem Tardelli? Hummm… Esse Galo não é o mesmo.

Em contrapartida, o São Paulo, sem Kaká, Ganso e Souza, também fica muito enfraquecido.

A propósito, na entrevista de Muricy ontem, passou batida uma observação por ele feita a respeito de Kaká, Ganso, Kardec e Souza. Disse que são os quatro que mais correm em campo, segundo atestam aqueles medidores que os jogadores escondem nos calções ou portam nos braços durante as partidas. Quer dizer: é coisa medida na batata, não no chute.

E ainda há quem fique azucrinando com esse clichê segundo o qual Ganso não corre e tal e cousa e lousa e maripousa. Quando o estigma prega no cara, não há Cristo que o tire.

Por fim, há o clássico do Maracanã, domingo, em que o Urubu encara a Raposa.

O Flamengo, depois de uma arrancada prodigiosa pra fora da zona da morte, voltou a oscilar. E o Cruzeiro, que não oscilava, começa a trepidar.

O Cruzeiro é mais time, mesmo com os desfalques pontuais. Mas, o Fla, no Maracanã, sei não.

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