
Ah, mas com esses jogadores que aí estão, não dá pra se pensar numa Seleção capaz de praticar um futebol além do lugar-comum a que estamos acostumados. A safra é fraca, segundo a frase que corre de boca em boca entre os torcedores brasileiros, mídia, técnico etc.
Bem, permitam-me discordar. Daria, sim, se o técnico mudasse o braço da viola, o que, no caso presente, é impensável.
Mas, digamos que um treinador mais arejado, ousado e perspicaz estivesse à frente da Seleção Brasileira, com a proposta de mudar o cenário já gasto, cor de sépia, do nosso time. Então, ele daria uma espiada nas estatísticas que comprovam a alta competência nos desarmes e recuperação de bola de Oscar, e aí esticasse o olhar em direção ao Chelsea de Mourinho, líder do campeonato inglês, o mais saboroso de quantos existem no planeta hoje em dia.
Então, veria que Mourinho, técnico altamente pragmático, chegado a uma retranquinha, mudou a face de seu time, ao receber este ano os meio-campistas Matic e Fàbregas, e montou esse setor com apenas esses três jogadores, na armação de jogadas para o trio atacante.
Matic é um volante canhoto, de passe exato e que gosta de se projetar à frente sempre que pode, com talento para tato. Fàbregas é um típico meia-armador criado nas canteras do Barça, assim como Oscar. E os três dão conta perfeitamente da equilibrada combinação entre defender e atacar, conferindo, porém, maior poder de fogo ao time, retendo a bola, fazendo-a circular e chegar aos atacantes mais redondinha.
Isso, num futebol altamente competitivo, cem vezes mais do que o praticado por aqui e na Seleção.
Pergunto, então. Por que insistir na fórmula desgastada dos dois volantes, um dogma brasileiro, com Elias, que não vem sendo no Corinthians o Elias múltiplo e incansável dos tempos de Ponte, Corinthians e Flamengo? Por que não escalar Oscar ali, ao lado de Luiz Gustavo e de William ou Kaká, que tem sido muito mais participativo nesta sua volta ao São Paulo? E, lá na frente, Robinho, Tardelli e Neymar.
Só isso já bastaria para reacender nossas esperanças de um futebol mais compatível com as exigências do torcedor brasileiro.
Apesar de tudo, porém, podemos ganhar dos vice-campeões do mundo, o time de Messi e cia. bela, sim, senhor. Afinal, mesmo estando em campo uma rivalidade histórica, trata-se de um mero amistoso caça-níquel.
Helena, concordo com relação ao esquema, mas entendo que a safra de jogadores é muito fraca, penso que ficaremos pelo menos mais uma s 3 ou 4 copas sem levantar taça. Mas como te acho o único sensato dos blogueiros queria te perguntar sobre o caso Petros : Tem como um torcedor pedir uma intervenção da FIFA nesse caso ou pelo menos uma atenção, como ela fez na questão dos penalts que a CBF arranjou para aumentar o numero de gols dessa campeonato tão fraco tecnicamente? Pois o cara agrediu um Juiz,estava totalmente pilhado no jogo, tomou uma pena de 180 dias e no final não deu em nada, quer dizer… agredir juiz pode, só não pode reclamar da CBF ?